Carrinhos gourmet aquecem mercado corporativo na temporada de festas juninas e Copa

Com a chegada das festas juninas e a expectativa pela Copa do Mundo, empresas apostam em experiências gastronômicas temáticas para engajar colaboradores e transformar celebrações internas.

Por Bendita Letra
4 Min

Carrinhos gourmet aquecem mercado corporativo na temporada de festas juninas e Copa
Débora Damaceno | CEO da Los Belgas e Método Negócio Gourmet
 

Quem trabalha em escritório sabe bem como a rotina pode ser exaustiva, mas o mercado de eventos corporativos parece ter encontrado o remédio perfeito para quebrar a monotonia dos próximos meses. Com o clima de festa junina no ar e todo mundo já de olho na Copa do Mundo  que vai começar neste mês, as empresas resolveram deixar os salgadinhos frios de lado. A nova moda para engajar as equipes e dar aquela descontraída no ambiente de trabalho são os carrinhos gourmet temáticos, que levam comidinhas feitas na hora direto para o meio das mesas e estações de trabalho.

A ideia é transformar o dia a dia da firma em um momento de pura nostalgia e celebração. No período de São João, o cheirinho de pipoca fresca  toma conta do andar, fazendo todo mundo parar um minutinho para conversar. É o empurrãozinho que faltava para unir os setores e fazer a galera vestir a camisa, literalmente.

Quem vive os bastidores desse mercado garante que a flexibilidade desse modelo é o grande diferencial. "O ambiente de trabalho hoje pede agilidade, mas as pessoas também sentem muita falta de um toque mais humano no dia a dia. Os carrinhos conseguem entregar exatamente isso. Eles não atrapalham a circulação, mudam o visual do escritório e servem tudo quentinho. Esse cuidado com o funcionário gera um impacto positivo imediato", destaca Débora Damaceno, CEO da Los Belgas e do Método Negócio Gourmet.

Para as empresas, a contratação desse tipo de serviço não é apenas um agrado, mas uma estratégia inteligente para melhorar o clima interno e segurar talentos. O investimento se paga na alegria e na energia renovada da equipe para o resto da semana. "Quando o colaborador vê que a empresa pensou em um algodão-doce com as cores do time ou em uma paçoca artesanal para adoçar uma tarde cheia de metas, ele se sente valorizado de verdade. Isso fortalece o sentimento de que ele faz parte de um time", pontua a especialista.

Do lado de quem vende, essa dobradinha entre festas caipiras e futebol é a oportunidade de ouro para bombar o faturamento. Mudar o cardápio de doces típicos para petiscos de torcida exige jogo de cintura, mas garante que os empreendedores da gastronomia fiquem com a agenda lotada em meses que costumavam ser mais parados. O mercado corporativo virou uma fonte segura e muito lucrativa para quem quer crescer no ramo da alimentação.

O que começou como uma alternativa diferente para fugir do óbvio agora virou lei no calendário das grandes companhias. No fim das contas, misturar a memória afetiva das festas mais queridas do país com a paixão pelo esporte provou ser a receita perfeita. Mais do que alimentar os funcionários, as empresas descobriram que uma pausa para o lanche pode ser o melhor combustível para a criatividade e a parceria entre as pessoas.

 

Fonte: Débora Damaceno | CEO da Los Belgas e Método Negócio Gourmet


 

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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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