Fraudes no e-commerce: como identificar sinais de risco e proteger suas vendas

*Por Alex Tabor, CEO da Tuna Pagamentos

Por NB PRESS
6 Min

Fraudes no e-commerce: como identificar sinais de risco e proteger suas vendas
Divulgação

A fraude no e-commerce não é um evento isolado, mas um fenômeno dinâmico que acompanha a evolução dos meios de pagamento e do comportamento do consumidor. À medida que a jornada de compra se torna mais fluida e digital, também se sofisticam as estratégias utilizadas por golpistas, exigindo das lojas uma leitura cada vez mais atenta dos sinais que indicam risco. Entender esses padrões é o primeiro passo para reduzir prejuízos e tomar decisões mais equilibradas entre segurança e conversão. 

 

Um dos métodos mais recorrentes envolve o uso de listas de cartões roubados. Nesse tipo de operação, o fraudador testa a validade desses cartões com compras de baixo valor, justamente para evitar alertas imediatos. Uma vez confirmado que o cartão está ativo, ele realiza transações de maior valor, geralmente com produtos que podem ser revendidos com facilidade, como eletrônicos. O comportamento revela um padrão importante que deve ser observado: a sequência de compras pequenas seguidas por aquisições mais robustas em um curto período de tempo pode indicar uma tentativa de exploração do limite do cartão antes que ele seja bloqueado.  

 

Outro ponto de atenção está na chamada fraude amigável, que ocorre quando o titular do cartão contesta uma compra legítima. Nem sempre há má-fé; muitas vezes, o estorno é solicitado por desconhecimento ou confusão. Os principais tipos incluem: 

 

  • Uso por familiares: Quando um parente ou dependente utiliza o cartão salvo sem avisar o titular. 
  • Esquecimento: O cliente não se recorda de ter realizado a compra, especialmente em serviços de assinatura ou reservas antecipadas. 
  • Confusão com o nome na fatura: O nome da razão social que aparece na fatura do cartão é diferente do nome fantasia da loja, gerando suspeita indevida. 
  • Má-fé deliberada: quando o consumidor recebe o produto ou serviço e solicita o estorno alegando, de forma indevida, que não reconhece a compra ou que houve algum problema na entrega. 

 

Nesses casos, a dificuldade está em comprovar a legitimidade da transação sem comprometer a experiência do cliente, pois a solicitação excessiva de documentos pode gerar fricção e impactar a conversão. 

 

Além disso, o acesso indevido a contas de consumidores representa uma frente crescente de risco. Com listas de logins e senhas obtidas em vazamentos de dados, os fraudadores conseguem acessar perfis existentes e realizar compras a partir de informações previamente salvas. Alterações recentes em dados sensíveis, como endereço de entrega ou telefone, devem ser tratadas como sinais de alerta, especialmente quando combinadas com mudanças no padrão de consumo daquele cliente. 

 

Diante desse cenário, a prevenção de fraudes passa por uma combinação de estratégias. A exigência do código de segurança do cartão continua sendo uma camada relevante de proteção, embora seja importante equilibrar o uso com a experiência do usuário, especialmente em ambientes onde carteiras digitais e dados salvos fazem parte da rotina. A coleta de informações adicionais, como CPF, também pode contribuir, mas não deve ser encarada como solução única, já que os dados podem estar disponíveis em bases comprometidas. 

 

O endereço de entrega, por sua vez, é um dos indicadores mais valiosos. Em muitos casos, o fraudador evita utilizar o endereço do titular do cartão, optando por locais alternativos que dificultem o rastreamento. Cruzar essa informação com o histórico do cliente e outros dados da transação pode revelar inconsistências importantes. 

 

Prevenir fraudes no e-commerce não significa apenas bloquear transações suspeitas, mas construir uma inteligência capaz de interpretar comportamentos. É um exercício contínuo de análise, adaptação e equilíbrio. Ao observar padrões, identificar mudanças de comportamento do usuário e ajustar processos, as lojas reduzem riscos e criam uma operação mais resiliente e preparada para sustentar o crescimento em um ambiente cada vez mais desafiador. Como cada loja tem acesso apenas aos próprios dados, torna-se fundamental contar com um fornecedor de antifraude que opere com uma base mais ampla, apoiada em transações de grande parte do e-commerce brasileiro. 

 

*Alex Tabor, CEO da Tuna Pagamentosfintech especializada em orquestração de pagamentos para e-commerces e marketplaces, oferecendo uma plataforma SaaS que centraliza provedores de pagamento e antifraude em um único sistema flexível e inteligente. - E-mail: [email protected].  

 

Sobre a Tuna Pagamentos 

Tuna Pagamentos é uma fintech especializada em orquestração de pagamentos para e-commerces e marketplaces, oferecendo uma plataforma SaaS que centraliza provedores de pagamento e antifraude em um único sistema flexível e inteligente. Fundada em 2019, a empresa permite que lojistas otimizem taxas de aprovação, reduzam custos e riscos, e automatizem fluxos de repasse com segurança e compliance PCI DSS. Com sede no Brasil e presença internacional, Tuna se destaca por acelerar integrações, permitir testes entre provedores e oferecer suporte personalizado, posicionando-se como parceira estratégica para negócios digitais que buscam eficiência, escalabilidade e aumento de conversão. - Mais informações em: https://tunapagamentos.com.br/.  

 

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