A sociedade precisa tomar conhecimento de que o maior perigo que ameaça a humanidade é o cataclismo climático. Cientistas advertiram durante décadas, de que a insensatez no trato com os recursos naturais causaria consequências catastróficas. E elas já estão acontecendo. Algumas são silenciosas, como a morte causada pelas altas temperaturas. Outras são barulhentas, como ciclones, vendavais e tempestades que derrubam árvores, arrancam telhados, causam enchentes, inundações e mortes. Todas as pessoas podem ser guardiãs do clima. Poupando água e energia, usando mais o transporte coletivo, bicicleta ou andar a pé, consumindo menos, desperdiçando menos e descartando corretamente o que se desperdiça. Mas, principalmente, plantando árvores, cuidando daquelas que existem, colhendo sementes que se perdem, fazendo-as germinar, fabricando mudas e reclamando que a cidade devolva à natureza aquilo de que a privou: ampla e consistente cobertura vegetal. São Paulo, a maior cidade do Brasil, está na dianteira dos plantios. A sensibilidade do Prefeito RICARDO NUNES permitiu que no ano passado, de COP30 no Brasil, os paulistanos plantassem e ganhassem mais de 152 mil novas árvores. Mas ainda faltam muitas, mais de um milhão, para que propicie a todos um clima saudável, com a qualidade de vida que todos e cada um merecem. A responsabilidade pelo clima de nossa cidade é de todos e também de cada qual individualmente considerado. Não é missão exclusiva do governo. Cada qual tem muito a oferecer para tornar seu município ainda melhor.
*José Renato Nalini é Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo.
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