Ansiedade infantil: sinais que muitas famílias ainda ignoram no dia a dia
Especialista alerta para mudanças de comportamento que podem indicar sobrecarga emocional em crianças e adolescentes
PorWAGNER SANTOS•
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Divulgação St John´s International School
São Paulo, julho de 2026 – Irritabilidade constante, dificuldade de concentração, alterações no sono, isolamento social e até desinteresse por atividades antes prazerosas. Esses sinais, muitas vezes interpretados como “fases” da infância ou da adolescência, podem estar relacionados ao aumento dos quadros de ansiedade entre crianças e jovens. O aumento da hiperconectividade, da pressão social e do excesso de estímulos digitais na rotina das novas gerações agravaram o problema. No Brasil, a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025 aponta que 92% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos utilizam internet no país, sendo que a maior parte, 84%, utiliza de sua residência. Além disso, 66% deles possuem perfil em plataforma social como o WhatsApp e o Instagram. Vanessa Moschetti, diretora da St. John’s International School, afirma que a ansiedade infantil nem sempre aparece de forma evidente e frequentemente se manifesta em pequenas mudanças comportamentais percebidas no cotidiano. “Muitas famílias associam ansiedade apenas a crises emocionais evidentes, mas crianças e adolescentes frequentemente demonstram sofrimento emocional por meio de irritabilidade, dificuldade de socialização, alterações de sono ou até desinteresse por atividades que antes gostavam”, explica. Segundo a especialista, o excesso de estímulos, a hiperconectividade e a rotina acelerada podem dificultar momentos de descanso mental e equilíbrio emocional. Confira algumas orientações da especialista para ajudar crianças e adolescentes a desenvolverem hábitos emocionais mais saudáveis:
Criar momentos offline em família: momentos sem celular durante refeições, conversas e atividades em família ajudam a fortalecer vínculos emocionais e reduzir a dependência constante de estímulos digitais.
Observar mudanças de comportamento: alterações repentinas de humor, isolamento, irritabilidade excessiva e dificuldades de concentração podem indicar sobrecarga emocional e merecem atenção dos responsáveis.
Estimular atividades artísticas e esportivas: esportes, música, dança, teatro e atividades criativas ajudam no desenvolvimento emocional, na autoestima e na socialização.
Evitar excesso de estímulos antes de dormir: especialistas alertam que o uso excessivo de telas no período noturno pode impactar a qualidade do sono e aumentar sintomas de ansiedade e irritabilidade.
Criar espaços seguros de diálogo: segundo Moschetti, crianças e adolescentes precisam sentir que podem conversar sobre emoções sem medo de julgamento.
“Muitas vezes, as crianças e os jovens não conseguem explicar exatamente o que sentem. Por isso, escuta ativa, acolhimento e presença emocional fazem diferença no desenvolvimento saudável”, afirma. Na St. John’s International School, os professores e a equipe de orientação educacional atuam de forma próxima e contínua junto aos alunos, o que favorece a identificação precoce de mudanças comportamentais que podem indicar sofrimento emocional. Muitas vezes, sinais como isolamento repentino, irritabilidade frequente, queda no rendimento escolar, dificuldade de concentração, insegurança excessiva ou alterações nas interações sociais são percebidos primeiro no ambiente escolar. A partir dessa observação cuidadosa, a escola pode dialogar com a família, compreender melhor o contexto da criança e, quando necessário, orientar a busca por apoio especializado, fortalecendo uma rede de cuidado que contribui para o bem-estar e o desenvolvimento saudável dos estudantes. A especialista destaca que o equilíbrio emocional vem se tornando uma das competências mais importantes para crianças e adolescentes diante dos desafios sociais e digitais da atualidade. Seria importante colocar um p
Sobre a St. John’s
Com 20 anos de trajetória no Brasil, a St. John’s é referência em educação internacional trilíngue, com alunos de 18 meses a 17 anos. A instituição desenvolve metodologia própria com base em padrões acadêmicos britânicos e prepara estudantes para universidades e carreiras globais, aliando rigor acadêmico, formação humanista e visão internacional.
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