Segundo semestre deve marcar mudança na estratégia de marketing das empresas, impulsionada pela Inteligência Artificial

Especialista aponta que marcas precisarão investir mais em autoridade, conteúdo e reputação para acompanhar as novas formas de busca dos consumidores

Por PEDRO SENGER
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Foto: Freepik

As empresas que pretendem acelerar o crescimento no segundo semestre encontrarão um cenário diferente daquele observado nos últimos anos. O avanço da Inteligência Artificial está mudando a maneira como consumidores pesquisam produtos, contratam serviços e tomam decisões de compra, exigindo uma revisão das estratégias de marketing.

Para Michel Alexander, fundador da MGAPress, a principal transformação não está nas ferramentas, mas no comportamento das pessoas.

"Durante muito tempo, o marketing foi construído para aparecer nos mecanismos de busca tradicionais. Hoje, os consumidores também recorrem ao ChatGPT, Gemini e outras plataformas de IA para buscar recomendações, comparar empresas e entender quais marcas são referência em determinado mercado. Isso muda completamente a lógica da comunicação", afirma.

Segundo o especialista, essa mudança faz com que ativos como reputação, autoridade e conteúdo de qualidade ganhem ainda mais importância. Em vez de concentrar investimentos apenas em mídia paga, as empresas passam a buscar estratégias que gerem reconhecimento de marca e presença em diferentes canais.

Entre os movimentos que devem ganhar força até o fim do ano estão a produção de conteúdo proprietário, a integração entre assessoria de imprensa e marketing digital, o fortalecimento da presença em plataformas de Inteligência Artificial por meio de estratégias de Generative Engine Optimization (GEO), além da criação de comunidades próprias para reduzir a dependência dos algoritmos das redes sociais.

Outro ponto que deve receber maior atenção é a mensuração dos resultados. Além de indicadores tradicionais, como tráfego e geração de leads, empresas passam a acompanhar métricas relacionadas à autoridade da marca, participação nas conversas do mercado, citações na imprensa e presença nas respostas produzidas por ferramentas de IA.

Para Gildin, as organizações que conseguirem construir credibilidade de forma consistente terão vantagem competitiva nos próximos anos.

"As marcas que forem lembradas apenas quando anunciam tendem a perder espaço. As que conseguem produzir conhecimento, aparecer na imprensa, gerar conteúdo relevante e serem reconhecidas como referência aumentam suas chances de influenciar a decisão de compra em qualquer canal, inclusive nas plataformas de Inteligência Artificial", conclui.

 

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