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A inteligência artificial deixou de ser um assunto restrito às empresas de tecnologia. Hoje, ela faz parte das discussões sobre liderança, produtividade e estratégia em organizações dos mais diferentes segmentos.
Esse movimento ficou evidente nesta semana em Rio Preto. Na última terça-feira (14), o especialista em inteligência artificial e negócios Arthur Santini, associado da Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação (Apeti), reuniu líderes da Shift, empresa referência em tecnologia para medicina diagnóstica, para discutir como a IA está mudando o papel da liderança nas organizações.
A agenda continua no próximo sábado (18), quando Santini participa da comemoração dos 20 anos da RAL Contabilidade. O encontro abordará os impactos da inteligência artificial na contabilidade e nas finanças, setores que vivem uma rápida transformação com a automação de processos e o uso crescente de ferramentas inteligentes.
"A inteligência artificial deixou de ser uma tendência para se tornar uma ferramenta de trabalho. O diferencial das empresas não será apenas utilizar a tecnologia, mas saber aplicá-la para tomar decisões melhores, aumentar a produtividade e desenvolver pessoas", afirma Santini.
Segundo ele, uma das maiores mudanças está na liderança.
"O líder já não precisa ser quem concentra todas as respostas. Seu papel passa a ser interpretar informações, estimular o pensamento crítico e preparar as equipes para trabalhar ao lado da inteligência artificial."
Na avaliação do especialista, áreas tradicionalmente ligadas a processos, como a contabilidade e as finanças, estão entre as que mais sentirão os efeitos dessa transformação.
"A IA reduz o tempo gasto com tarefas repetitivas e permite que os profissionais atuem de forma mais estratégica, consultiva e próxima dos clientes. Quem compreender esse novo cenário estará mais preparado para as mudanças que já estão acontecendo."
Além das palestras, Santini acompanha a evolução das plataformas de inteligência artificial generativa, impulsionada pelo lançamento constante de novos modelos. Para ele, o ritmo acelerado da inovação exige atualização permanente de empresas e profissionais.
"A pergunta já não é mais se a inteligência artificial fará parte das empresas. A questão é quem aprenderá primeiro a trabalhar com ela e transformará essa tecnologia em vantagem competitiva."
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Henrique Fernandes
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