Varejo e tecnologia: como a automação comercial ajuda o pequeno comércio?

Com pouco investimento e muito retorno, utilizar a tecnologia é hoje uma medida necessária para se manter competitivo.

Por ANDRé ELOI
4 Min

Varejo e tecnologia: como a automação comercial ajuda o pequeno comércio?
(Créditos: iStock)

Todo trabalho exige uma ferramenta específica, feita para facilitar e ajudar na execução de determinada tarefa. Mesmo atividades como o comércio e, mais especificamente, o varejo se beneficiam do seu uso. É o caso das ferramentas tecnológicas, que auxiliam tanto na gestão do negócio como também nas vendas do pequeno comércio.

 

Usando a automação comercial

 

Muitas dessas ferramentas estão sob o guarda-chuva da automação comercial. São os sistemas e equipamentos que ajudam o comerciante em diversas fases do processo de compra e venda e também no atendimento aos seus clientes.

 

Ou seja, além de um atendimento mais rápido e preciso, há também uma diminuição de erros nos processos em que ocorrem com mais frequência, geralmente pesagens e contagens. No final, a automação significa mais celeridade, menos falhas e perdas e, consequentemente, mais retorno financeiro.

 

Onde se aplica

 

Um exemplo clássico de ferramenta de automação comercial é a própria maquininha de cartão. Com uma em seu varejo, o lojista pode facilitar as compras de seus clientes por meio das opções de débito, crédito e até Pix, e recebe com segurança os valores de suas vendas.

 

A concentração das informações de vendas em um único lugar também facilita a conferência e, posteriormente, os dados financeiros obtidos ajudam na tomada de decisões. Dando um passo atrás e considerando o momento da venda, é possível notar também a presença de outras ferramentas que auxiliam na automação comercial.

 

É o caso das balanças, por exemplo. Hoje é bastante comum que elas sejam integradas a sistemas PDV (Ponto de Venda), isto é, um sistema de computador ou aplicativo de caixa responsável pelo processo de venda. Um bom sistema integrado é capaz de pesar o item, registrar o preço, concluir a venda, emitir o documento fiscal e, ao mesmo tempo, atualizar o estoque do item.

 

Escalada para sistemas mais robustos

 

Com uma gestão de estoque bem feita, é possível escalar para a integração em sistemas maiores, como um ERP (Enterprise Resource Planning), sistema responsável pela conversa entre diversos setores como compras, logística, estoque, financeiro e vendas. Ainda que seja um pequeno negócio, é importante ter essas funções particionadas.

 

A escalada para sistemas mais bem estruturados ajuda também quando se pensa em vender em marketplaces, por exemplo. Para tanto, é importante uma automação ainda maior. Uma medida é comprar código de barras, de forma a unificar SKUs, o que ajuda no controle de estoque e na emissão de notas fiscais, profissionalizando ainda mais o pequeno varejo.

 

O fato é que, sem padronização e sem escalar para sistemas informatizados, a competitividade cai drasticamente. O uso de dados, sistemas de automação e até mesmo a Inteligência Artificial melhoram a experiência de compra do cliente e auxiliam na gestão do pequeno negócio, tornando-se cada vez mais imprescindíveis nos dias atuais.


 

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ANDRE LUCIO ELOI DE SOUZA FILHO
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