Cateter sob sedação poupa veias na quimioterapia

Abordagem evita o colapso do sistema venoso periférico e elimina o sofrimento de múltiplas punções em pacientes oncológicos, permitindo alta no mesmo dia do implante.

Por Bendita Letra
4 Min

Cateter sob sedação poupa veias na quimioterapia
Dr. Henrique Abreu | Especialista em Cirurgia Vascular.

 

Para muitos pacientes oncológicos, o tratamento contra o câncer tende a começar antes mesmo da primeira sessão de quimioterapia. A dificuldade para encontrar uma veia adequada, as repetidas punções e o desconforto causado pela administração dos medicamentos fazem parte da rotina e podem comprometer tanto a qualidade de vida quanto a continuidade do tratamento. Nesse cenário, o implante de cateteres de longa permanência tem se consolidado como uma estratégia capaz de preservar o sistema venoso e oferecer mais segurança e conforto para o paciente.

Indicado para aqueles que necessitam de infusões frequentes ou prolongadas, o dispositivo é implantado diretamente em uma veia de grande calibre por meio de um procedimento minimamente invasivo realizado sob sedação e anestesia local. A técnica reduz significativamente a necessidade de novas punções, protege as veias periféricas dos efeitos irritantes de alguns quimioterápicos e permite que o paciente receba medicações e outros procedimentos utilizando um único acesso vascular.

Segundo o cirurgião vascular Dr. Henrique Abreu, a indicação precoce do cateter pode evitar complicações importantes ao longo do tratamento. “Muitos pacientes chegam à quimioterapia com um leito  venoso já bastante comprometido. Cada tentativa frustrada de acesso representa dor, estresse e, muitas vezes, atraso na administração dos medicamentos. O cateter preserva essas veias e proporciona muito mais segurança para toda a jornada terapêutica”, explica.

Além do benefício clínico, a experiência do paciente também muda significativamente. Como o implante é realizado com sedação e pequena incisão, o procedimento costuma ser rápido, com recuperação tranquila e alta no mesmo dia. Após os cuidados iniciais, o dispositivo fica totalmente implantado sob a pele ou conectado por um acesso de fácil utilização, dependendo do modelo escolhido e da necessidade clínica.

Outra vantagem é a redução do risco de extravasamento de medicamentos quimioterápicos, que podem causar lesões importantes quando administrados em veias periféricas frágeis. O acesso central proporciona maior estabilidade para infusões prolongadas e reduz intercorrências durante o tratamento.

“O objetivo não é apenas facilitar a aplicação da quimioterapia, mas preservar a qualidade de vida do paciente. Eliminar a ansiedade de procurar uma veia a cada sessão faz uma enorme diferença no aspecto físico e emocional, permitindo que ele concentre suas energias no enfrentamento da doença”, destaca o especialista.

Embora ainda exista a percepção de que o implante do cateter representa um procedimento complexo, a realidade é justamente o contrário. Com os avanços das técnicas endovasculares, a colocação é minimamente invasiva, realizada com monitoramento por imagem e exige apenas um curto período de observação antes da liberação para casa.

Para Dr. Henrique Abreu, o planejamento do acesso vascular deve ser encarado como parte integrante da estratégia terapêutica. “Quando pensamos na proteção do sistema venoso desde o início do tratamento, conseguimos reduzir complicações, aumentar o conforto e oferecer mais segurança ao paciente durante todo o processo. Cuidar das veias também é cuidar da qualidade da assistência oncológica.”

Fonte: Dr. Henrique Abreu | Especialista em Cirurgia Vascular.



 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
[email protected]


Notícias Relacionadas »