Coração na Copa: o impacto do estresse emocional e dos excessos na saúde cardiovascular durante os jogos

Entenda os riscos de infartos e crises hipertensivas; especialistas detalham os exames preventivos essenciais para quem quer torcer sem perigo.

Por Bendita Letra
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Lucas Almeida —  Gestor | Sócio do Grupo Baronesa 

 

Grandes competições de futebol mobilizam milhões de torcedores e fazem o coração acelerar literalmente. Um estudo publicado em 2026 por pesquisadores da Universidade de Bielefeld, na Alemanha, mostrou que a frequência cardíaca e os níveis de estresse dos fãs aumentam significativamente durante partidas decisivas, com picos ainda maiores em momentos como gols e disputas acirradas. O levantamento também apontou que o consumo de álcool durante os jogos potencializa essa sobrecarga cardiovascular.

Para quem já convive com hipertensão, colesterol alto, diabetes ou histórico familiar de doenças cardíacas, essa combinação entre emoção intensa e excessos pode representar um risco importante. Somam-se ao estresse fatores comuns em dias de jogo, como o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, alimentos ricos em sódio e gordura, além de longos períodos de sedentarismo diante da televisão.

Segundo Lucas Almeida, gestor e sócio do Grupo Baronesa, o problema não está em torcer pelo time do coração, mas em ignorar a importância da prevenção. “O organismo responde às emoções liberando hormônios como adrenalina e cortisol, que elevam a frequência cardíaca e a pressão arterial. Em pessoas predispostas, esse esforço adicional pode funcionar como gatilho para eventos cardiovasculares graves. Por isso, conhecer a própria saúde é tão importante quanto acompanhar a partida”, explica.

Pesquisas científicas também já associaram grandes eventos esportivos a um aumento na ocorrência de infartos, arritmias e outras emergências cardiovasculares entre torcedores mais vulneráveis, especialmente quando há forte envolvimento emocional com o resultado da partida.

Para reduzir os riscos, Lucas destaca que a avaliação preventiva deve fazer parte da rotina, principalmente após os 40 anos ou quando existem fatores de risco conhecidos. “Exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, monitorização da pressão arterial e exames laboratoriais permitem identificar alterações antes que elas evoluam para situações mais graves. A prevenção continua sendo a melhor estratégia para quem quer aproveitar esses momentos com tranquilidade.”

Além dos exames, hábitos simples fazem diferença: manter uma alimentação equilibrada durante os jogos, moderar o consumo de álcool, hidratar-se adequadamente e evitar permanecer muitas horas sentado ajudam a reduzir a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular.

Outro ponto de atenção são os sinais de alerta. Dor ou aperto no peito, falta de ar, suor frio, tontura, palpitações persistentes ou dor irradiada para braço, mandíbula ou costas exigem atendimento médico imediato, independentemente do contexto em que ocorram.

Para Lucas Almeida, cuidar do coração é um compromisso que vai muito além dos momentos de lazer. “O futebol desperta paixão e emoção, mas a saúde precisa entrar em campo primeiro. Quem realiza acompanhamento preventivo consegue torcer com muito mais segurança e aproveitar cada lance sabendo que está fazendo sua parte para proteger o próprio coração.”


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Fonte: Lucas Almeida —  Gestor | Sócio do Grupo Baronesa 


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