Urgência Mental: Por que a demora no atendimento de crise pode agravar o quadro?

Atendimento de urgência particular em Belo Horizonte busca reduzir danos e oferecer suporte imediato em casos de surtos psicológicos

Por Bendita Letra
4 Min

Urgência Mental: Por que a demora no atendimento de crise pode agravar o quadro?
Dr. Alexandre Araújo | Médico Psiquiatra - Com atuação em Psiquiatria Geral, Psicoterapia e Dependências Químicas.
 

O número de atendimentos por surtos psicóticos na rede de saúde do Brasil praticamente dobrou nos últimos anos, saltando de 5 milhões para 9 milhões de registros, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde. Crises de ansiedade agudizadas, episódios de agressividade, alucinações e depressão grave têm sobrecarregado os serviços assistenciais. Diante desse cenário de saturação, a demora para receber a primeira intervenção médica em momentos de desespero psicológico tem se tornado um dos fatores determinantes para o agravamento de quadros que poderiam ser controlados de forma mais rápida e segura.

Em Belo Horizonte, a busca por atendimento particular especializado em emergências psiquiátricas surge como uma alternativa para diminuir o tempo de espera e evitar o agravamento desses episódios. Segundo o médico psiquiatra Alexandre Araújo, que atua em psiquiatria geral, psicoterapia e dependências químicas, cada minuto sem assistência adequada durante uma crise desestabiliza ainda mais o paciente. "Quando uma pessoa entra em sofrimento agudo ou surto, o cérebro opera em um nível altíssimo de estresse. A falta de um suporte técnico imediato perpetua o sofrimento e eleva consideravelmente o risco de violência auto infligida ou de acidentes", pontua o especialista.

O atraso no socorro também pode deixar sequelas no processo de recuperação a longo prazo. O médico explica que o cérebro exposto a episódios prolongados de desorganização mental e delírios pode sofrer danos neuroquímicos difíceis de reverter nas semanas seguintes. "A intervenção precoce em crises psiquiátricas funciona como o atendimento de um infarto: quanto mais rápido estabilizamos as funções químicas do paciente, menor será o impacto residual e mais tranquila será a evolução da reabilitação desse indivíduo", afirma.

Além do aspecto biológico, o ambiente onde o socorro é prestado desempenha papel fundamental no manejo de episódios de agitação ou crises severas ligadas à dependência química. Salas de espera barulhentas e a demora comum em prontos-socorros convencionais tendem a piorar as alucinações e o pânico do paciente. De acordo com o psiquiatra, dispor de um fluxo ágil e acolhedor diminui as chances de traumas associados ao momento da crise. "As famílias adiam a busca por ajuda por medo da exposição e de abordagens violentas. Um atendimento imediato, humanizado e focado em reduzir danos protege a dignidade de quem está sofrendo e traz segurança para os familiares", destaca.

A abordagem médica imediata em Belo Horizonte foca no acolhimento rápido, na aplicação da medicação adequada para alívio imediato dos sintomas e na elaboração de um plano de cuidados preventivos para os dias subsequentes. Com a identificação ágil dos gatilhos que dispararam o surto, as chances de uma internação involuntária de longa permanência caem de forma expressiva. "Nosso objetivo principal na urgência é desarmar a bomba do sofrimento agudo. Uma vez que o paciente recupera o contato com a realidade e o autocontrole, conseguimos traçar caminhos terapêuticos integrados, evitando o isolamento social e permitindo que ele retome a rotina o quanto antes", conclui Alexandre Araújo.

 

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Fonte: Dr. Alexandre Araújo | Médico Psiquiatra - Com atuação em Psiquiatria Geral, Psicoterapia e Dependências Químicas.


 

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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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