Estudantes lançam foguetes em competição científica em Nova Lima

Colégio Santo Agostinho vai reunir mais de 400 alunos no sábado (9 de maio) em etapa da Olimpíada Brasileira de Foguetes, com seletiva para fase nacional

Por NATHáLIA FERREIRA
3 Min

Divulgação

Construir um foguete com materiais simples e lançá-lo o mais longe possível pode parecer uma brincadeira, mas é justamente esse o desafio proposto pela Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG), uma das principais competições científicas estudantis do país. No sábado, 9 de maio, das 8h às 15h30, cerca de 400 estudantes do Colégio Santo Agostinho vão participar da etapa prática da olimpíada na Associação Mineira de Aeromodelismo (AMA), no bairro Jardim Canadá em Nova Lima (rua Alaska, 2). Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio das unidades Belo Horizonte, Gutierrez, Contagem, Nova Lima e Divinópolis vão encarar o desafio de lançar foguetes construídos por eles mesmos, com o objetivo de alcançar a maior distância possível. A OBAFOG se diferencia por ser uma olimpíada inteiramente experimental e também por incluir as famílias, que podem assistir aos lançamentos e incentivar seus filhos. Para alunos do Ensino Fundamental, os modelos devem utilizar água e pressão como propulsão. Já no Ensino Médio, os estudantes trabalham com reações químicas ou outros tipos de propelentes. A etapa realizada em Nova Lima funciona como uma seletiva e os melhores desempenhos poderão garantir vaga na Jornada de Foguetes, fase nacional da competição, no Rio de Janeiro. A analista de Competições Acadêmicas do Colégio Santo Agostinho, Rosiane Roscoe, explica que a instituição mantém uma cultura olímpica entre os alunos de todas as unidades e incentiva, durante todo o ano, a participação em competições acadêmicas. Em 2025, o colégio registrou crescimento de 47,6% no número de medalhistas em olimpíadas do conhecimento. Rosiane conta que a OBAFOG, por exemplo, permite que os estudantes vivenciem, na prática, conceitos que, muitas vezes, ficam restritos à teoria. "Em vez de provas teóricas, eles testam hipóteses, lidam com erros, ajustam estratégias e acompanham o resultado de cada decisão no lançamento", destaca. Os lançamentos são feitos em campo aberto e reúnem diferentes modelos de foguetes, construídos individualmente ou em equipes. "Ao transformar conceitos abstratos em experiências concretas, iniciativas como a OBAFOG ampliam o interesse pela ciência e contribuem para o desenvolvimento de habilidades como raciocínio lógico, criatividade e resolução de problemas. Além disso, o aprendizado vai para além da ciência, propiciando momentos de diversão e integração em família", afirma Rosiane Roscoe.

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): NATHÁLIA CAROLINE FERREIRA NOGUEIRA
nathaliaferreira@interfacecomunicacao.com.br