Especialista orienta como evitar furtos e golpes em aeroportos e hotéis
Segundo Márcia Gomes, o comportamento do viajante é decisivo para reduzir riscos em ambientes de grande circulação
PorIGOR OLIVEIRA•
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Divulgação/Grupo GR
Com o turismo em alta e o aumento da circulação em terminais e redes de hospedagem, principalmente em épocas de feriados prolongados como o de Tiradentes, a segurança durante as viagens volta a ganhar destaque. Aeroportos e hotéis, por reunirem grande fluxo de pessoas nessa época, estão entre os principais pontos de atenção para quem busca evitar furtos, golpes e exposição de dados. Embora esses espaços contenham sistemas de vigilância e protocolos de segurança, a delegada aposentada Marcia Gomes, que ocupa o cargo de Relações Institucionais do Grupo GR, acredita que atitudes simples por parte dos viajantes ainda são a forma mais eficaz de prevenção. Nos aeroportos, o principal risco está nos momentos de distração. Etapas como check-in, inspeção de bagagens e embarque concentram grande movimentação e pressa, o que forma um cenário ideal para ações oportunistas. “Entre as recomendações estão não despachar objetos de valor, manter a bagagem sempre à vista e redobrar a atenção durante a passagem pelo raio-x, um dos pontos mais vulneráveis para furtos”, analisa. Outro alerta importante, segundo a especialista, envolve o ambiente digital. O uso de redes Wi-Fi públicas pode expor dados sensíveis, assim como o uso de portas USB abertas para carregamento de dispositivos. A orientação é priorizar redes móveis ou utilizar ferramentas de proteção, como VPN.
Atenção também durante as hospedagens Já nos hotéis, antes mesmo da chegada, a recomendação é pesquisar a reputação do estabelecimento em plataformas especializadas, priorizando avaliações que mencionem segurança, localização e controle de acesso. “Hotéis bem avaliados nesses critérios tendem a adotar práticas de proteção mais rigorosas”, afirma. No momento do check-in, a orientação é evitar exposição desnecessária. Pedir que o número do quarto seja informado de forma discreta e não compartilhar dados pessoais em ambientes comuns são medidas básicas. A atenção também deve se estender ao ambiente. “Se houver câmeras visíveis, circulação de funcionários e controle de entrada são indicativos positivos”, diz a especialista. Segundo Márcia, cuidados simples dentro do quarto também fazem diferença. Testar trancas, utilizar cofres para guardar documentos e eletrônicos e nunca abrir a porta para desconhecidos são práticas recomendadas. “Em caso de dúvidas sobre a identidade de um funcionário, o ideal é confirmar diretamente com a recepção”. Nos hotéis, também deve-se ter cuidado com as redes Wi-Fi públicas. A recomendação é evitar acessar aplicativos bancários ou informações pessoais nessas conexões. “É importante desconfiar de QR codes disponíveis no quarto, que podem ser adulterados para golpes”, ressalta.
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