A noite do último dia 9 de abril ficará guardada na memória de Matheus Serafim por muito tempo. Na Livraria da Travessa do Shopping Casa Park, em Brasília, o escritor e designer celebrou o lançamento presencial de "Memórias de um Paciente no Fim do Mundo", seu romance de estreia — uma obra que nasceu em silêncio, em horas roubadas do dia, e que chegou ao mundo cercada de afeto, presença e histórias compartilhadas.
O evento reuniu leitores, amigos e familiares para uma noite de autógrafos e conversa, marcando a primeira vez que a obra — disponível desde o dia 1º de abril nas plataformas da Amazon — ganhou vida fora das telas em um encontro presencial com seu autor.
Uma noite que começou muito antes do livro
Para Matheus Serafim, o lançamento não foi apenas a celebração de uma obra concluída. Foi o reconhecimento de uma jornada que teve início muito antes da primeira palavra escrita — e que só foi possível graças às pessoas que estiveram ao lado do autor desde sempre.
"Ver minha família ali, segurando o livro nas mãos... é uma imagem que eu não consigo descrever sem me emocionar. Escrever é um ato muito solitário, e às vezes você se pergunta se vale a pena insistir. São eles que fazem valer. Cada madrugada, cada dúvida, cada momento em que pensei em desistir — havia alguém da minha família acreditando por mim quando eu não conseguia acreditar sozinho. Esse livro é tanto deles quanto meu, e poder compartilhar essa noite com eles foi o presente mais bonito que essa história poderia me dar", afirma o autor.
A obra: quando viajar no tempo não é escapar, é encarar
"Memórias de um Paciente no Fim do Mundo" acompanha Miguel, um protagonista que, diante de uma situação limite, descobre a fórmula para voltar no tempo. O que deveria ser a saída definitiva para seus arrependimentos transforma-se em armadilha: ele se vê preso em um hospital psiquiátrico, obrigado a encarar tudo aquilo que tentou deixar para trás.
A obra é construída na interseção entre ficção científica e horror psicológico, explorando com profundidade os ciclos que insistimos em repetir e o preço devastador de tentar reescrever o passado. O hospital psiquiátrico, nesse contexto, não é apenas cenário — é metáfora do subconsciente, do lugar onde nenhuma fuga é possível.
"A viagem no tempo, neste livro, é uma ferramenta para escancarar tudo aquilo que tentamos esconder debaixo do tapete. O hospital psiquiátrico representa aquele momento de ruptura em que não podemos mais fugir de nós mesmos e dos nossos monstros. Eu queria traduzir exatamente a sensação de que o mundo pode acabar por dentro muito antes de desmoronar do lado de fora", explica Serafim.
Disponibilidade
"Memórias de um Paciente no Fim do Mundo" está disponível em formato físico (R$ 59,41) e ebook (R$ 24,90) na Amazon para leitores de todo o Brasil.
Sobre o autor
Matheus Serafim é designer de produtos digitais e escritor. Depois de anos trabalhando com tecnologia e comportamento humano, levou para a ficção a mesma obsessão por escolhas, consequências e padrões que se repetem. Sua estreia na literatura une horror psicológico à ficção científica para debater os limites da mente, as dores da existência e a sensação iminente de colapso interno.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
MATHEUS AGUSTIN FRAGATA RIVAS
[email protected]