Em meio ao período de entrega do Imposto de Renda, empresas de todos os portes entram em alerta para garantir a conformidade das informações prestadas ao Fisco. Apesar do avanço dos sistemas digitais e do cruzamento automatizado de dados pela Receita Federal, erros simples, e muitas vezes evitáveis, continuam sendo responsáveis por autuações, multas e até processos administrativos.
Nesse cenário, a auditoria preditiva e o compliance ganham protagonismo como ferramentas estratégicas para antecipar inconsistências, corrigir falhas e fortalecer a governança fiscal das organizações. “A atuação preventiva é o grande diferencial hoje. A auditoria permite identificar riscos antes que eles se tornem problemas fiscais concretos, protegendo não apenas financeiramente, mas também a reputação da empresa. Já o compliance atua de forma contínua, estruturando processos, garantindo aderência às normas e preservando a integridade institucional”, afirma Kátia Lema Perez, diretora do Instituto Brasileiro de Auditoria e Compliance (Ibrac).
Entre os principais pontos de atenção identificados por especialistas, destacam-se:
Essas falhas são rapidamente identificadas pelos sistemas da Receita, que utilizam inteligência artificial para cruzar informações em larga escala.
Diferente da auditoria tradicional, que analisa fatos passados, a auditoria preditiva utiliza dados, padrões e tecnologia para identificar riscos futuros. Já o compliance atua como estrutura permanente de controle, estabelecendo diretrizes, monitorando processos e promovendo a cultura de conformidade dentro das empresas.
A combinação dessas duas frentes permite que as organizações não apenas corrijam inconsistências antes do envio das obrigações fiscais, mas também evitem que elas se repitam. “Não se trata apenas de revisar números, mas de entender comportamentos, padrões e vulnerabilidades. Quando auditoria e compliance atuam juntos, a empresa passa a ter uma visão completa de riscos e uma capacidade muito maior de prevenção”, reforça Kátia Lema Perez.
Como prevenir problemas com o Fisco
Segundo a diretora do Ibrac, a adoção de boas práticas pode reduzir significativamente os riscos fiscais. Entre as principais recomendações estão:
Mais do que evitar penalidades, empresas que investem em auditoria e compliance fiscal fortalecem sua credibilidade no mercado e ampliam sua capacidade de crescimento sustentável.
Para o Ibrac, o momento exige uma mudança de mentalidade: sair de uma postura reativa para uma atuação preventiva e estratégica. “Empresas que tratam a conformidade como prioridade não apenas evitam problemas, mas constroem uma base sólida para crescer com segurança”, conclui Kátia Lema Perez.
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ALINE PORFIRIO RIBEIRO
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