Carnaval da Anticorrupção resgata tradição das marchinhas como ferramenta de crítica social e consciência política em ano eleitoral
Haverá também dois concursos – Bloco Mais Anticorrupção e Fantasia Anticorrupção Original - com prêmios em dinheiro
PorINêS DELLERBA•
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Imagem: Divulgação
Em pleno pré-carnaval e em um ano eleitoral, foi lançado oficialmente o Carnaval da Anticorrupção, que resgata a tradição das marchinhas carnavalescas como instrumento de crítica social, mobilização popular e conscientização política. O lançamento conta com a divulgação de um vídeo-manifesto e das primeiras marchinhas no site www.marioavelino.com.br e nas redes sociais.
O projeto reúne paródias inéditas de clássicos do carnaval brasileiro para abordar temas como corrupção, injustiça social, desigualdade, racismo estrutural, direitos trabalhistas, roubo dos aposentados, emendas PIX, segurança pública e voto consciente. As marchinhas são paródias de grandes sucessos de antigos carnavais. São elas:
1) Doméstica não tem PIS não - Paródia da marchinha “Cachaça não é água não”. Tema: Justiça Social e Trabalhista; 2) Cidadão quer Segurança - Paródia da marchinha “Quem sabe, sabe”. Tema: Segurança Pública; 3) O Político do Povão - Paródia da marchinha “A cabeleireira do Zezé”. Tema: Eleições e Voto Consciente; 4) Fundo de Garantia - Paródia da marchinha “A Jardineira”. Tema: Direitos Trabalhistas; 5) Os Aposentados - Paródia da marchinha “As Pastorinhas”. Tema: Golpe nos Aposentados no INSS; 6) Emendas PIX - paródia da marchinha “Máscara Negra”. Tema: Corrupção; 7) Quero ser Político - Paródia da marchinha “Mamãe eu Quero”. Tema: Corrupção; 8) Supremo - Paródia da marchinha “Aurora”. Tema: Moralização e Transparência; 9) A Federal vai te pegar - Paródia da marchinha “Marcha do Remador”. Tema: Corrupção; 10) As Eleições vem Aí - Paródia da marchinha “Saca-Rolha”. Tema: Eleições e Voto Consciente.
As paródias utilizam linguagem popular, acessível e bem-humorada, mantendo o espírito crítico que historicamente marcou o carnaval como voz do povo. Elas são cantadas pela Banda Anticorrupção, lançada oficialmente nesta data.
As músicas podem ser cantadas livremente pela população (tem a versão cantada e a karaokê), que é convidada a cantar, compartilhar, fazer suas fantasias, gravar vídeos e levar a mensagem para onde estiver — nos bailes de Carnaval e nos blocos de rua espalhados pelo país.
“O carnaval sempre foi à voz do povo. Antes das redes sociais, era na marchinha que o brasileiro denunciava injustiças e criticava o poder”, afirma Mario Avelino, idealizador do projeto. “Em ano eleitoral, cantar também é um ato de consciência para moralizar e melhorar o nosso Brasil”.
Haverá ainda dois concursos, que darão prêmios em dinheiro nas categorias: 1) Bloco Mais Anticorrupção - Prêmio de R$ 2.500,00; 2) Fantasia Anticorrupção Original - Prêmio de R$ 2.500,00. As regras do concurso estão no site www.marioavelino.com.br
O Carnaval da Anticorrupção tem o apoio das ONGs Instituto Doméstica Legal e Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, ambas criadas e presididas por Mario Avelino.
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