Estudo aponta que Brasil desperdiça quase 40% da água tratada devido a falhas na distribuição e vazamentos

Relatório do Instituto Trata Brasil quantifica os prejuízos financeiros do setor e destaca a gestão de perdas como pilar fundamental para o cumprimento das metas de saneamento até 2033.

Por VITORIA MOTOYAMA
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Estudo aponta que Brasil desperdiça quase 40% da água tratada devido a falhas na distribuição e vazamentos
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O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, publicou recentemente um estudo detalhado sobre o Índice de Perdas na Distribuição de Água no Brasil. O documento revela um cenário desafiador para o saneamento básico nacional: o país desperdiça, em média, 37,8% de toda a água potável produzida antes que ela chegue às torneiras dos consumidores. O volume perdido seria suficiente para abastecer milhões de brasileiros que ainda não têm acesso regular ao serviço.

O levantamento diferencia as perdas em dois tipos principais: as perdas comerciais, causadas por furtos e erros de medição, e as perdas físicas, decorrentes de vazamentos nas tubulações, conexões desgastadas e infraestrutura obsoleta. Segundo o relatório, o impacto financeiro desse desperdício é bilionário, drenando recursos que poderiam ser reinvestidos na própria modernização do sistema de abastecimento e coleta de esgoto.

A correlação entre a infraestrutura macro e as instalações prediais é direta. "Os números nacionais refletem uma realidade que também ocorre na microescala residencial e condominial. A integridade das redes é vital, pois vazamentos ocultos não apenas desperdiçam um recurso escasso, mas geram custos elevados que muitas vezes passam despercebidos até a chegada da fatura", explica Davi Sandro de Oliveira, técnico especialista da ND Caça Vazamentos.

O estudo enfatiza que, em grandes centros urbanos, a complexidade da malha subterrânea e a alta pressão da água agravam a ocorrência de rupturas. Em municípios com alta densidade demográfica, a procura por serviços especializados de caça vazamento em Osasco, por exemplo, ilustra como a demanda por diagnósticos precisos em redes antigas é uma necessidade constante para evitar danos estruturais e financeiros aos imóveis.

Para combater o problema, o relatório sugere que a conscientização do consumidor final também desempenha um papel importante. O acesso à informação sobre como descobrir vazamento de água em casa permite que moradores identifiquem sinais precoces de problemas, como manchas de umidade ou ruídos nas tubulações, agilizando o reparo e contribuindo para a redução do índice geral de perdas.

Além do aspecto econômico, o documento aborda a questão ambiental. Em um contexto de mudanças climáticas e crises hídricas recorrentes, o volume de água perdido na distribuição representa uma pressão desnecessária sobre os mananciais. A eficiência operacional é apontada como a estratégia mais sustentável para garantir a segurança hídrica, reduzindo a necessidade de captar novos volumes de água da natureza.

O estudo também analisa o desempenho das empresas operadoras, indicando que aquelas que investem em tecnologias de monitoramento e setorização de redes conseguem índices de perdas significativamente menores. O uso de geofones, correlacionadores de ruídos e sistemas de telemetria é citado como o caminho tecnológico para localizar avarias com precisão e rapidez.

Por fim, o Trata Brasil conclui que a redução das perdas é imperativa para que o país atinja as metas do Novo Marco Legal do Saneamento, que prevê o atendimento de 99% da população com água potável até 2033. O controle rigoroso de vazamentos e a renovação da infraestrutura são apresentados não apenas como obrigações técnicas, mas como compromissos sociais urgentes.


 

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VITORIA YUKI MOTOYAMA
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FONTE: https://tratabrasil.org.br/perdas-de-agua-2024/
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