O Rio Grande do Sul vive um dos períodos mais desafiadores de sua história recente no campo. Entre enchentes, estiagens prolongadas e margens cada vez mais pressionadas pela elevação dos custos de produção, muitos agricultores enfrentam sucessivas quebras e incertezas. Diante desse cenário, a Boa Safra, líder na produção de sementes no Brasil, deu um passo estratégico e inovador no Estado: incentivar e estruturar o cultivo dos híbridos de sorgo na primeira safra.
A iniciativa surge como uma alternativa concreta para aliviar o alto investimento exigido pela soja e mitigar os riscos impostos pelo clima. “O produtor gaúcho enfrenta dificuldades financeiras acumuladas nos últimos anos. Por essa razão, o sorgo passa a ser uma opção mais segura de cultivo e rentabilidade atualmente”, afirma Rafael Tombini, gerente comercial da Regional Sul da Boa Safra.
A companhia introduziu o plantio dos híbridos de sorgo em grandes áreas entre a janela da segunda quinzena de agosto e o final de novembro, posicionando o grão como cultura de verão, algo até então pouco explorado no Rio Grande do Sul. “O modelo amplia a segurança produtiva e ainda abre espaço para uma segunda safra com soja safrinha, plantada em janeiro ou a opção de consórcio com forrageiras para pastejo bovino, agregando assim, valor no sistema produtivo e ampliando a diversificação da propriedade, fato esse, que proporciona uma cultura alternativa, sustentável e de menor risco”, explica Tombini.
Entre os diferenciais que vêm chamando a atenção dos produtores, destacam-se:
Esse conjunto de fatores tem se mostrado especialmente relevante diante da irregularidade climática registrada nos últimos meses no RS. “Enquanto as lavouras de milho sofrem redução drástica de produtividade, o sorgo segue se desenvolvendo de maneira estável, chamando a atenção de produtores que estão no Noroeste Gaúcho e no Sul do Estado”, comenta o gerente.
Desafios e rápida adesão dos produtores
A introdução de uma nova cultura naturalmente desperta cautela. É comum que o produtor espere o vizinho testar primeiro. Por isso, estruturamos diversas áreas comerciais e uma rede de parceiros para recebimento e comercialização do grão, pontos cruciais, já que o período de colheita coincide com o do milho”.
Apesar do início recente, os relatos têm sido positivos. Muitos agricultores se mostram impressionados com a resistência do sorgo à estiagem e já sinalizam intenção de ampliar a área na próxima safra. “A safra atual permitirá observar o comportamento da cultura em diferentes janelas de plantio, já que haverá áreas em pleno desenvolvimento e outras entrando em colheita em janeiro. Esse acompanhamento será essencial para mapear o melhor posicionamento da cultura no Estado e reforçar seu potencial de retorno econômico. Se os resultados se confirmarem, a expectativa é ampliar significativamente a área plantada nos próximos anos”, assegura Tombini.
Já para Éder Santos, consultor nacional de Sorgo da Boa Safra, essa cultura tem como característica a rusticidade e tolerância ao estresse hídrico, que encaixa perfeitamente para as condições adversas que o Rio Grande do Sul vem enfrentando. “Com híbridos super precoces no portfólio, a Boa Safra, vem com um trabalho técnico muito forte para a região, a fim de prestar o devido suporte para o produtor manejar a cultura e colher bons resultados”.
Nacionalmente, a Boa Safra foi reconhecida no segundo semestre de 2025 com o selo de 1º lugar em produtividade na Safrinha 2025. O resultado foi comprovado em levantamentos realizados por instituições de referência, como a JL Consultoria, a Fundação MS para Pesquisa e Difusão de Tecnologias Agropecuárias, a Círculo Verde Pesquisas Agronômicas e a Agrobelts.
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Bruno Cardoso Costa
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