Mamografia sem medo: mitos, verdades e dicas para vencer a ansiedade no exame
Dasa
O câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras, com estimativa de 73,6 mil novos casos em 2025 até o mês de outubro, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em 2023, foram registradas mais de 20 mil mortes pela doença no país, com redução da mortalidade entre mulheres de 40 a 49 anos no período de 2020 a 2023. Embora a mamografia seja o principal exame para a detecção precoce da doença, muitos mitos ainda cercam sua realização — o que pode atrasar o diagnóstico e comprometer as chances de cura.
“Quando o câncer de mama é identificado em fase inicial, as chances de cura ultrapassam 90%. Por isso, o rastreamento regular é fundamental. A mamografia não deve ser evitada por medo ou por informações equivocadas”, reforça a Dra. Lorena Amaral, radiologista especializada em mama do Exame Medicina Diagnóstica, da Dasa.
A médica explica que o exame costuma ser rápido, seguro e essencial para avaliar não só o câncer, mas também outras alterações nas mamas, como cistos, abscessos e fibroadenomas. O rastreamento deve começar aos 40 anos para mulheres sem histórico familiar da doença e, em casos de maior risco, a partir dos 30 ou 35 anos, sempre com acompanhamento médico.
6 mitos e verdades sobre a mamografia
“A mamografia é sempre dolorosa” – Depende. O exame pode gerar um leve desconforto, mas a intensidade varia conforme a sensibilidade de cada paciente e costuma ser rápida.
“A radiação da mamografia pode causar câncer” – Mito. A dose utilizada é mínima e não representa risco para a saúde.
“Quem tem prótese de silicone não pode fazer mamografia” – Mito. O exame é seguro para mulheres com implantes, mas em casos raros, pode haver alteração na prótese. Por isso, é importante informar o técnico sobre a presença do implante antes da realização do exame, para que sejam aplicadas técnicas adequadas.
“Sem histórico familiar, não preciso do exame” – Mito. O câncer de mama pode surgir mesmo sem casos prévios na família.
“Homens não fazem mamografia” – Mito. Embora o câncer de mama masculino seja raro, o exame pode ser indicado não apenas diante de alterações suspeitas, mas também na investigação de ginecomastia, uma condição benigna que causa aumento do tecido mamário em homens.
“Mamografia normal significa risco zero” – Mito. O exame é fundamental, mas pode ser complementado por ultrassonografia ou ressonância, especialmente em casos de mamas densas.
Como perder o medo do exame?
Para muitas mulheres, a principal barreira é a ansiedade em relação ao desconforto. A Dra. Lorena traz algumas orientações para tornar a experiência mais tranquila:
• Marcar a mamografia cerca de uma semana após a menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis;
• Conversar com o médico sobre sensações de dor ou receio antes do exame;
• Levar exames anteriores para comparação, o que facilita a análise e reduz a necessidade de imagens adicionais;
• Lembrar que a compressão é breve e essencial para a qualidade das imagens;
• Saber que o exame é seguro também para quem tem prótese de silicone, embora raramente possam ocorrer alterações;
• Realizar o exame regularmente, mesmo sem histórico familiar da doença.
“O que não pode acontecer é deixar de realizar a mamografia por medo. O exame salva vidas e é a porta de entrada para um diagnóstico precoce, que faz toda a diferença no tratamento do câncer de mama”, conclui a Dra. Lorena Amaral.
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