Unhas: o que elas podem revelar sobre a sua saúde?

Dermatologista, Dra. Letícia Scattone explica os sinais que merecem atenção

Por ANNE CLARENCE - 11 97016-3544
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  Unhas: o que elas podem revelar sobre a sua saúde?
Dermatologista, Dra. Letícia Scattone explica os sinais que merecem atenção
  Elas podem ser pintadas, alongadas, lixadas em diferentes formatos, mas as unhas vão muito além da estética. Pouca gente sabe, mas esse pequeno detalhe do corpo pode revelar sinais importantes sobre a saúde. Alterações na cor, texturaou resistência podem indicar desde deficiências nutricionais até doenças que exigem acompanhamento médico.
A dermatologista Dra. Letícia Scattone explica que é preciso aprender a “ler” as unhas. “Muitas vezes, o corpo nos dá pistas silenciosas, e as unhas fazem parte desse processo. Quando mudam de cor ou de aspecto, podem estar refletindo não apenas agressões externas, mas também desequilíbrios internos ou doenças sistêmicas”, comenta.
      O que suas unhas estão tentando dizer?
Esbranquiçadas: Quando aparecem muito claras ou com manchas brancas, podem ser reflexo de pequenas batidas na matriz da unha. Mas nem sempre é algo tão simples. “O esbranquiçado também pode estar associado à deficiência de vitaminas e minerais, anemia ou até doenças hepáticas. Vale ficar atento se a alteração é persistente”, orienta a dermatologista.
Amareladas: Embora a micose seja a principal suspeita, não é a única causa. “O uso frequente de esmaltes escuros pode pigmentar a unha, assim como o tabagismo, que costuma deixar as unhas e os dedos amarelados. Mas também existem condições pulmonares e até síndromes específicas que podem estar por trás desse sinal”, explica.
Para os fumantes, a médica é categórica: “O ideal é parar de fumar, mas, enquanto isso não acontece, hidratar bem e evitar esmaltes que camuflam a coloração pode ajudar a não agravar o problema”.
Azuladas: “Quando a unha fica azulada, geralmente significa baixa oxigenação no sangue. Muitas vezes pode ser por exposição ao frio, ou também ter relação com problemas respiratórios ou cardíacos. É um alerta que merece avaliação médica imediata”, adverte a dermatologista.
Pontinhos brancos: Quem nunca ouviu que esses pontinhos eram “vermes”? Mito! “Na maioria dos casos, esses pontos brancos são apenas resultado de pequenos traumas. Exposição a produtos químicos e algumas deficiências nutricionais também podem influenciar no aparecimento”, esclarece.
Linhas e manchas escuras: Esse é um dos sinais que exigem mais cautela. “Algumas linhas podem estar associadas ao envelhecimento natural, mas quando aparecem de forma repentina, escurecem ou se expandem, podem estar relacionadas até a melanomas. Toda alteração deve ser avaliada”, reforça.
Avermelhadas: Unhas que adquirem tonalidade avermelhada podem indicar inflamações, doenças autoimunes ou distúrbios vasculares. “É importante observar se há dor, inchaço ou mudanças na pele ao redor da unha”, diz.
Quebradiças e rachadas: Um problema comum, especialmente em quem lida com produtos químicos ou mantém contato frequente com água. “A unha frágil pode estar ligada ao ressecamento, mas também a deficiências nutricionais, especialmente de ferro. Hidratar as unhas e cutículas, usar luvas e buscar uma alimentação equilibrada são cuidados básicos”, indica.
Unhas dos pés merecem atenção redobrada
As unhas das mãos são exibidas diariamente, mas as dos pés também precisam de cuidados. “Por ficarem abafadas dentro dos calçados, estão mais suscetíveis a traumas e micoses. Infelizmente, muitos só procuram ajuda quando a infecção já está avançada”, comenta a Dra. Letícia.
Ela destaca ainda que os fungos podem se tornar um sinal de alerta quando voltam com frequência. “Se a micose é recorrente, pode haver um problema de imunidade ou uma predisposição individual. O tratamento costuma ser longo, e precisa de cuidado e acompanhamento de perto para que seja adequado e efetivo”, explica.
Cuidados no dia a dia
Além de observar sinais, a dermatologista reforça a importância de hábitos de proteção e prevenção:
  • Não é recomendado tirar a cutícula. Ela é uma barreira natural contra a entrada de fungos e bactérias”;
  • Alongamentos e unhas em gel podem fragilizar a unha natural. Se optar por usá-los, faça pausas periódicas e mantenha a manutenção em dia, mas o ideal é não ter”;
As unhas são mais do que um acessório de beleza: são indicadores de saúde que não podem ser ignorados. “É claro que nem toda mudança é sinal de doença, mas a persistência de alterações, principalmente quando acompanhadas de outros sintomas, ou aparecimento e evoludeve sempre motivar uma consulta médica”, conclui a especialista.   Dra. Letícia Scattone: Médica especialista titulada pela Sociedade
Brasileira de Dermatologia CRM/SP: 225416 / RQE:141545
Atendimento: Rua Joaquim Floriano, 243 - Cj:55 - Itaim Bibi – São Paulo/SP

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