Na semana de 1º de julho de 2025, a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer de Goiás confirmou oficialmente o início das obras de recapeamento do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. O anúncio, feito por meio de vídeo publicado nas redes sociais oficiais do governo, mostra as primeiras máquinas trabalhando na remoção da antiga camada de asfalto da pista. A intervenção marca um passo decisivo rumo à homologação do circuito para sediar o MotoGP em 2026, após mais de duas décadas sem uma etapa da categoria no Brasil.
Goiânia foi escolhida como sede do retorno do MotoGP ao país por atender com mais agilidade aos critérios técnicos e logísticos exigidos pela organização internacional do campeonato. Interlagos, embora tradicional no calendário da Fórmula 1, foi descartado porque a homologação exigida pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) para o MotoGP conflita com a homologação atual da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Alterar a configuração da pista para atender aos dois padrões simultaneamente implicaria obras significativas e processos burocráticos mais complexos.
A troca da camada asfáltica não é apenas uma exigência formal — trata-se de uma atualização essencial para garantir aderência, estabilidade térmica e segurança em curvas de alta velocidade. A nova pavimentação deverá atender aos padrões técnicos exigidos pela Federação Internacional de Motociclismo (FIM), que incluem textura uniforme, resistência ao calor e capacidade de suportar a carga intensa gerada por motos que atingem até 300 km/h.
A expectativa é que os trabalhos avancem nos próximos meses para que a pista esteja dentro dos padrões internacionais até a realização do evento.
Essas melhorias não afetam apenas o calendário internacional. Goiânia já é palco de etapas do campeonato nacional de motovelocidade, como o SuperBike Brasil, e se consolida como centro de formação e desempenho no segmento. Um dos nomes que mais conhece o traçado local é Tiago Dellanegra, piloto da categoria 1000cc, que compete no SBK Brasil, com sua Ducati nas etapas realizadas no circuito goiano.
“Goiânia é uma pista tradicional e desafiadora, mas com essa reforma ela pode se tornar uma das melhores do país. Para mim, como piloto, é animador saber que teremos uma estrutura ainda mais segura e próxima dos padrões que vemos nas grandes pistas internacionais. Mal posso esperar para acelerar ali com o novo asfalto”, afirma Dellanegra.
Com a pista em obras e o cronograma do MotoGP confirmado, o Autódromo Internacional Ayrton Senna se reposiciona como um protagonista da motovelocidade no Brasil. Mais do que receber uma etapa internacional, Goiânia começa a construir um novo legado sobre rodas — com potencial para transformar o presente e o futuro do motociclismo nacional.
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Karen Gomes
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