Problema dentário pode colocar em risco mãe e bebê durante a gestação, alerta especialista

Infecções na boca podem provocar parto prematuro e outras complicações; dentista explica a importância do cuidado preventivo antes e durante a gravidez

Por FLáVIA GAVIOLI
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Durante a gestação, o corpo da mulher passa por diversas alterações hormonais e imunológicas que podem impactar diretamente a saúde bucal. Recentemente, a influenciadora Maíra Cardi trouxe à tona essa discussão ao revelar que enfrenta uma infecção dentária agravada por fungos e bactérias, capaz de gerar complicações sérias, como parto prematuro. O caso é um alerta importante: o que muitas vezes começa com uma dor de dente aparentemente simples pode se transformar em um risco significativo para a mãe e para o bebê.
De acordo com o dentista e periodontista Ricardo Chaguri, adiar tratamentos odontológicos durante a gravidez é um erro comum e perigoso. “Há uma concepção equivocada de que procedimentos odontológicos não podem ser feitos nesse período. Mas isso não é verdade. Extrações, tratamentos de canal e limpezas são seguros quando realizados com a devida indicação e cuidados clínicos. O que é realmente arriscado é deixar o problema evoluir, permitindo que a infecção se espalhe e chegue à corrente sanguínea, aumentando as chances de parto prematuro e outras complicações obstétricas”, explica o especialista.
O caso de Maíra Cardi evidencia como a falta de tratamento pode agravar o quadro. Uma extração recomendada há dois anos foi adiada, e hoje a situação exige atenção redobrada. Para Chaguri, a melhor estratégia é a prevenção: “O ideal é que a mulher já faça um check-up odontológico antes mesmo de engravidar e continue em acompanhamento durante a gestação. Qualquer dor, sangramento ou sensação anormal na boca exige consulta imediata”, alerta.
Mais do que estética, a saúde bucal na gravidez é questão de segurança para mãe e filho. Infecções não tratadas podem trazer consequências sérias, enquanto os procedimentos adequados, feitos com acompanhamento profissional, não oferecem riscos. “O maior perigo não está em tratar, mas em não cuidar”, reforça Chaguri.  

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