El Niño aumenta a atenção para riscos ao patrimônio

Fenômeno climático pode elevar a ocorrência de tempestades, alagamentos e vendavais em parte do país, reforçando a importância da prevenção e da revisão das coberturas de seguros

Por RODRIGO JUSTE DUARTE
5 Min

Freepik / Magnific

A possibilidade de eventos climáticos mais intensos associados ao El Niño acende um alerta para moradores, empresários e produtores rurais em diversas regiões do Brasil. Tempestades, vendavais, granizo, enchentes e inundações podem provocar danos ao patrimônio e aumentar a ocorrência de sinistros, tornando a prevenção e a revisão das coberturas de seguros medidas importantes para reduzir prejuízos financeiros.
Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o El Niño altera a circulação atmosférica e influencia o regime de chuvas em diferentes regiões do país. Enquanto o Sul e parte do Sudeste costumam registrar aumento das precipitações e maior frequência de temporais, parte do Norte e do Nordeste pode enfrentar períodos de estiagem.
Segundo Ricardo Dornellas, da D3 Seguros, corretora parceira da Lojacorr Seguros, os reflexos desse cenário também chegam ao mercado segurador. "O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, capaz de alterar a circulação atmosférica em grande escala. No Brasil, seus efeitos variam conforme a região, mas normalmente provocam aumento das chuvas no Sul e parte do Sudeste com tempestades mais intensas, vendavais, granizo, enchentes e inundações, enquanto parte do Norte e Nordeste pode enfrentar estiagens prolongadas."
De acordo com o especialista, esse contexto amplia tanto a frequência quanto a gravidade dos prejuízos registrados pelas seguradoras. "Para o mercado segurador, isso representa aumento tanto na frequência quanto no tamanho dos sinistros. Os produtos mais impactados são os Seguros Auto, Residencial, Empresarial e Rural."
Os riscos variam conforme o tipo de patrimônio. Em residências, vendavais podem provocar destelhamentos, queda de árvores, danos elétricos e alagamentos. Nas empresas, além dos danos estruturais, há possibilidade de paralisação das atividades, perda de mercadorias, avarias em equipamentos e dificuldades logísticas causadas por vias interditadas. Já no meio rural, chuvas excessivas podem comprometer lavouras, provocar erosão do solo, favorecer doenças nas plantações e causar danos em galpões, silos, cercas, máquinas e estradas de acesso.
Embora não seja possível evitar a ocorrência de eventos climáticos extremos, é possível reduzir seus impactos por meio de medidas preventivas e de uma análise criteriosa das apólices. Nesse processo, o corretor de seguros desempenha um papel consultivo, orientando os clientes sobre a proteção mais adequada para cada realidade.
"O corretor tem a função de orientar na prevenção do risco e mostrar o quanto é importante proteger o patrimônio", afirma Dornellas. Entre as recomendações estão revisar as coberturas contratadas, verificar se os limites de indenização permanecem compatíveis com o patrimônio segurado, orientar sobre franquias, exclusões e participações obrigatórias, além de recomendar a manutenção preventiva de telhados, calhas, sistemas de drenagem e instalações elétricas. No caso dos produtores rurais, também é importante avaliar a proteção de máquinas, barracões e outras benfeitorias.
Outro ponto destacado pelo especialista é que essa avaliação deve ser feita antes da aproximação de um evento climático severo. "Também é importante conscientizar o cliente de que o seguro deve ser contratado ou endossado antes da existência de um risco iminente. Isto porque, a contratação poderá depender da vistoria de contratação para a análise da seguradora."
Além da revisão das coberturas, cada modalidade de seguro possui características próprias que merecem atenção. No Seguro Residencial, por exemplo, é importante verificar a existência de coberturas para vendaval, granizo, ciclone, tornado, danos elétricos e, quando disponível, alagamento e inundação. No Seguro Auto, vale confirmar se a apólice contempla cobertura compreensiva, que inclui colisão, incêndio, roubo e eventos da natureza. Já no Seguro Rural, a recomendação é conferir se todos os bens estão corretamente relacionados na apólice e quais eventos climáticos fazem parte da cobertura contratada.
Diante de um cenário de maior exposição a eventos climáticos, especialistas reforçam que a combinação entre prevenção, planejamento e orientação profissional é uma das principais formas de proteger o patrimônio e reduzir os impactos financeiros causados por fenômenos naturais.  

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): Rodrigo Juste Duarte
relacionamento@lidemultimidia.com.br