Estudantes de Belo Jardim vivenciam histórias e saberes indígenas e quilombolas em campus educativo

Por Verbo Nostro
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divulgação

Cem alunos da rede pública participam, de 17 a 23 de julho, de uma semana de formação com oficinas de audiovisual, produção de curtas-metragens e atividades no Quilombo do Barro Branco e na Aldeia Pedra d’Água
Belo Jardim (PE), 21 de julho de 2026 - Cem estudantes da rede pública de Belo Jardim participam, entre os dias 17 e 23 de julho, da fase Campus do projeto “Era Uma Vez... Brasil”. Durante sete dias, os jovens permanecem reunidos na Escola Municipal Sonhar Juntos para uma programação que combina história, arte, audiovisual, convivência e contato direto com comunidades tradicionais da região.
21cfe7_3IMG_6677.jpg Os participantes foram organizados em quatro turmas, cada uma formada por 25 estudantes. A agenda prevê oficinas de roteiro, interpretação, fotografia e som, além da gravação de curtas-metragens desenvolvidos pelos próprios jovens. Um dos diferenciais da edição realizada em Belo Jardim é a participação dos estudantes em vivências fora do espaço escolar. As atividades incluem visita ao Quilombo do Barro Branco e a Aldeia Pedra d’Água, para contato com histórias, manifestações culturais, formas de organização comunitária e conhecimentos preservados por gerações.
21cfe7_3IMG_6682.jpg    21cfe7_3IMG_6689.jpg A edição de 2026 tem como tema “Quem conta nossa história. A participação indígena e afro-brasileira na formação do Brasil”. A proposta é ampliar a compreensão sobre a construção histórica do país, trazendo para o centro do processo educativo contribuições de povos, comunidades, artistas, intelectuais, ativistas e lideranças que nem sempre receberam o devido espaço nas narrativas tradicionais.
Formação ultrapassa os limites da sala de aula O Campus é uma das etapas do percurso formativo do “Era Uma Vez... Brasil”. Depois das pesquisas, leituras e atividades realizadas nas escolas, os estudantes passam por  uma experiência imersiva, na qual os conteúdos são aprofundados por meio de oficinas, rodas de conversa, atividades culturais e processos de criação coletiva.
21cfe7_3IMG_6763.jpg Durante a semana, os jovens compartilham refeições, responsabilidades, espaços de convivência e diferentes etapas da produção audiovisual. A programação também trabalha aspectos como autonomia, cooperação, criatividade, respeito às diferenças e capacidade de atuação em grupo. Para a coordenadora do Campus, Marici Vila, diretor executiva da Origem Produções – empresa idealizadora da iniciativa, o Campus permite que os participantes relacionem os conteúdos estudados com experiências, territórios e pessoas que fazem parte da história brasileira. “Em Belo Jardim, os estudantes têm a oportunidade de conhecer essa história a partir do contato direto com comunidades que preservam conhecimentos, tradições e memórias fundamentais para a formação do Brasil. O Campus transforma o aprendizado em experiência e permite que cada jovem também se reconheça como parte dessa construção”, afirma.
f3ee62_4IMG_6854.jpg A coordenadora-executiva do Instituto Conceição Moura, Lorena Tenório, destaca que o apoio da Moura ao projeto está alinhado ao compromisso da empresa com o desenvolvimento das comunidades por meio da educação. “Acreditamos que a educação é um dos caminhos mais importantes para transformar realidades. Apoiar iniciativas como o ‘Era Uma Vez... Brasil’ reforça a atuação da Moura na formação de jovens e na valorização da diversidade cultural brasileira. Em Belo Jardim, essa atuação ganha ainda mais força por meio do Instituto Conceição Moura, potencializando oportunidades de aprendizagem e transformação social”, afirma.
f3ee62_4IMG_6883.jpg Participam também da programação ex-integrantes do projeto. Os ex-alunos compartilham suas experiências e conversam com os novos participantes sobre as atividades desenvolvidas durante o Campus e os impactos do projeto em suas trajetórias pessoais e escolares.
Vivência no Quilombo do Barro Branco A programação dedicada à cultura afro-brasileira aconteceu no Quilombo do Barro Branco. Os estudantes participaram de vivências no terreiro, rodas de conversa e oficinas conduzidas por integrantes da comunidade e convidados. As atividades incluíram contação de histórias de Zé Bocão e com a participação de Maria Ceiça, que abordou a reza como forma de cuidado. Na sequência, aconteceu roda de conversa no Espaço Abayomi, com Elaine Lima e uma liderança local, sobre a trajetória da comunidade, além da participação de Gel de Oxum, que tratou  da ancestralidade no território.
21cfe7_3IMG_6769.jpg    f3ee62_4IMG_6968%281%29.jpg Os estudantes foram foram envolvidos em oficinas de trança nagô, com Beatriz Lima; movimentação e instrumentação, com o professor Marlon e o Grupo CML; e arte com o barro, conduzida por Fabiana Araújo. A visita permitiu aos participantes conhecer diferentes dimensões da vida comunitária, observando como oralidade, religiosidade, arte, trabalho coletivo e relações com o território contribuem para a preservação da memória afro-brasileira.
Encontro com o povo Xukuru do Ororubá A vivência indígena foi realizada no dia 20 de julho, a partir das 8h, na Aldeia Pedra d’Água. Os participantes foram recebidos com uma acolhida e uma apresentação sobre o local e a história do povo Xukuru do Ororubá. A programação também inclui roda de conversa, oficina de confecção de pífanos e atividade de pintura corporal indígena.
f3ee62_4IMG_6877.jpg A condução ficou a cargo de Tarcísio Xukuru, liderança indígena Xukuru do Ororubá. A atividade buscou aproximar os estudantes de conhecimentos construídos e transmitidos pelos povos originários, incluindo relações com o território, identidade, expressão artística, organização social e preservação cultural.
Audiovisual transforma experiências em narrativas Além das vivências, os estudantes participam a partir desta terça-feira (21) de oficinas que apresentam diferentes etapas da produção audiovisual. Divididos em quatro turmas, eles estão trabalhando conteúdos relacionados a roteiro, interpretação, fotografia e som. Os conhecimentos adquiridos serão utilizados na criação e gravação de curtas-metragens. A produção permitirá que os jovens reúnam as pesquisas feitas em sala de aula, as experiências vividas durante o Campus e suas próprias interpretações sobre a formação do Brasil. Mais do que aprender a registrar imagens, os participantes são estimulados a pensar na construção de uma narrativa: quais histórias serão contadas, quais personagens aparecerão, quais perspectivas serão apresentadas e como som e imagem podem contribuir para comunicar uma ideia. Na etapa Campus, o audiovisual funciona como instrumento de pesquisa, expressão e autoria. No modelo desenvolvido pelo projeto, as oficinas antecedem as gravações e oferecem aos estudantes conhecimentos básicos para a realização coletiva dos filmes.
Uma semana de convivência e criação As atividades Campus começaram no dia 17 de julho, com a chegada, a acolhida e a apresentação da proposta da semana. Os estudantes também conheceram os monitores, os espaços de convivência e a organização das atividades. A programação completa reúne oficinas de audiovisual, das vivências afro-brasileira e indígena e da produção dos curtas-metragens. O encerramento está marcado para 23 de julho, após uma atividade de autoavaliação e uma dinâmica coletiva. Ao longo da programação, os participantes são responsáveis não apenas pelas produções artísticas, mas também pela organização dos grupos e pelo cumprimento de tarefas compartilhadas. Essa convivência é parte do processo formativo. A proposta é criar um ambiente no qual os jovens possam trocar experiências, construir novas relações e desenvolver habilidades que também possam ser levadas para a escola, para a família e para a comunidade.
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Projeto completa dez anos Criado em 2016, o “Era Uma Vez... Brasil” completa dez anos em 2026. Ao longo desse período, o projeto passou por 35 cidades de seis estados (Bahia, Pernambuco, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná), envolveu 500 escolas públicas, impactando mais de 22,6 mil adolescentes. O projeto também contou com o apoio de patrocinadores, por meio de seis leis de incentivo, e com a participação de mais de 60 profissionais em suas diferentes etapas. Mais do que ensinar História, o projeto busca estimular pertencimento, pensamento crítico e transformação social entre jovens brasileiros. Os números do projeto também são expressivos nas produções: nestes 10 anos foram 28.058 estudantes inscritos, mais de 17.132 histórias em quadrinhos (HQs) e vídeos produzidos pelos participantes e 777 estudantes e professores contemplados com a experiência de intercâmbio internacional em Portugal. Esta edição comemorativa propõe uma reflexão sobre quem conta a história do Brasil, quais vozes foram silenciadas ao longo do tempo e de que maneira a presença indígena e afro-brasileira foi determinante para a formação social, cultural e política do país. Em 2026, o projeto acontece simultaneamente em nove cidades de três estados brasileiros: Salvador, Mata de São João, Camaçari e Jacobina, na Bahia; Recife e Belo Jardim, em Pernambuco; e Ribeirão Preto, Serrana e Brodowski, em São Paulo. A iniciativa envolve centenas de professores e milhares de estudantes em atividades pedagógicas, oficinas artísticas, produções audiovisuais e experiências de intercâmbio cultural internacional. Produzido pela Origem Produções, o projeto é realizado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Na cidade de Belo Jardim, o projeto conta com patrocínio da Moura, por meio do Instituto Conceição Moura e em outras localidades com: Rodonaves e Jacobina Mineração, apoios de Tronox, Tivoli, Civil Construtora, Copenor, Brasil Salomão e Matthes Advocacia, além da parceria com as Secretarias de Educação dos municípios participantes.
Mais informações:
site.eraumavezbrasil.com.br
Serviço
Campus Belo Jardim – “Era Uma Vez... Brasil”
Data: De 17 a 23 de julho de 2026 Participantes: 100 estudantes da rede pública de Belo Jardim Turmas: quatro grupos com 25 estudantes Local: Escola Municipal Sonhar Juntos  
Sobre a Origem Produções Origem Produções é uma empresa de consultoria e gestão de projetos criativos, com vocação consolidada para atuar em diversas áreas, como cultura, educação, sustentabilidade, esporte e responsabilidade social. Fundada em 2007, a empresa desenvolve, atualmente, trabalhos em todo o país e soma experiências no exterior. Com uma equipe capacitada e constantemente atualizada sobre as exigências legais e tendências nas diferentes áreas de atuação, a produtora vem se destacando no mercado e conquistando a confiança de clientes e parceiros com transparência.   

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