Por que o melasma sempre volta?

Doença envolve fatores hormonais, inflamatórios, genéticos e ambientais que favorecem o reaparecimento das manchas

Por AMZ COMUNICAçãO
5 Min

Matheus Campos

Quem convive com melasma costuma enfrentar um ciclo conhecido: as manchas clareiam após o tratamento, mas, algum tempo depois, voltam a aparecer. Essa característica faz parte da própria doença e ajuda a explicar por que o melasma continua sendo um dos maiores desafios da dermatologia.
 

Durante muitos anos, acreditou-se que o problema era provocado apenas pela exposição ao sol. Hoje, porém, a medicina já reconhece que o melasma é uma doença dermatológica crônica e multifatorial, que envolve não apenas o aumento da produção de melanina, mas também processos inflamatórios, alterações vasculares, influência hormonal e mudanças na estrutura da pele.
 

"O melasma deixou de ser visto como uma simples alteração de pigmentação. Clarear a mancha é apenas uma parte do tratamento. O grande desafio é controlar os mecanismos que favorecem seu reaparecimento", explica a Dra. Mônica Felici, especialista em dermatologia regenerativa integrativa.
 

A doença acomete principalmente mulheres entre 25 e 50 anos e é mais frequente em pessoas com fototipos intermediários e altos, característica comum na população brasileira. Histórico familiar, gestação, uso de anticoncepcionais e reposição hormonal também aumentam o risco.
 

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Após avaliação, o tratamento pode reunir fotoproteção, ativos despigmentantes, procedimentos realizados em consultório e tecnologias específicas, sempre de forma personalizada

Embora a radiação solar continue sendo um dos principais desencadeadores, ela não é a única responsável. Calor intenso, luz visível, alterações hormonais, inflamações da pele e até fatores relacionados ao estilo de vida podem contribuir para o agravamento do quadro.
 

Segundo a especialista, um dos equívocos mais comuns é acreditar que o uso diário de protetor solar seja suficiente para controlar a doença.
 

"Sem dúvida, a fotoproteção é indispensável, mas ela, isoladamente, dificilmente consegue controlar o melasma. Existem pacientes que utilizam corretamente o protetor solar e, ainda assim, apresentam recorrências. Isso acontece porque diferentes fatores continuam estimulando a produção de pigmento", frisa.

 

Impacto emocional
 

Além do aspecto clínico, o melasma costuma provocar importante impacto emocional. Como as manchas aparecem predominantemente no rosto, muitos pacientes relatam perda da autoestima, insegurança e desconforto em situações sociais. A recorrência frequente também contribui para a frustração de quem já passou por diversos tratamentos.
 

Para Dra. Mônica Felici, o diagnóstico deve considerar não apenas as características das manchas, mas também o histórico hormonal, a rotina de exposição ao sol, a qualidade da pele, hábitos de vida e outros fatores capazes de influenciar a evolução da doença.

 

Essa visão faz parte da dermatologia integrativa e regenerativa, área em que a médica atua e que busca compreender a pele em conexão com o funcionamento do organismo. A partir dessa avaliação, o tratamento pode reunir fotoproteção, ativos despigmentantes, procedimentos realizados em consultório e tecnologias específicas, sempre de forma personalizada.
 

"Não existe uma fórmula única para tratar o melasma. Cada paciente apresenta fatores diferentes envolvidos na doença. Quanto mais individualizada for a estratégia, maiores são as chances de controlar as recorrências e alcançar resultados mais duradouros", conclui Mônica.

 

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Matheus Campos


Sobre Mônica Felici
 

Médica há mais de duas décadas, Dra. Mônica Felici reúne uma formação multidisciplinar que conecta Dermatologia, Medicina Estética, Cosmiatria, Nutrição e Endocrinologia Funcional, Medicina Ortomolecular, Terapia Neural e Medicina Quântica — com cursos e certificações no Brasil e no exterior.
 

Professora na pós-graduação de Dermatologia Estética da Universidade São Leopoldo Mandic e coautora de um livro sobre práticas integrativas em saúde, ela alia técnica, ciência e propósito.
 

Com uma visão que une estética e saúde, a especialista acredita que a verdadeira beleza nasce do equilíbrio e do respeito à individualidade.
 

No Instituto Felici, cada protocolo é personalizado, combinando tecnologias avançadas, fórmulas manipuladas e nutracêuticos, para tratar a pele de forma integral, de dentro para fora.
 

Com base em princípios como ética, verdade e naturalidade, a dermatologista conduz seus tratamentos com o mesmo rigor científico e delicadeza que marcam sua trajetória.

 

Informações:

https://dramonicafelici.com.br/

dramonicafelici


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FONTE: AMZ Comunicação