Responsabilidade financeira e melhores defesas da Série B: Juventude e Cuiabá se enfrentam na penúltima rodada do primeiro turno
Clubes chegam ao confronto da 18ª rodada com equilíbrio econômico, investimentos planejados e exemplos de sustentabilidade dentro e fora de campo
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Quando Juventude e Cuiabá entrarem em campo nesta sexta-feira (17), às 19h, pela 18ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, o confronto reunirá não apenas as duas melhores defesas da competição, mas também dois dos modelos de gestão financeira mais consistentes do futebol nacional.
Dentro das quatro linhas, o Juventude sofreu apenas oito gols na competição, enquanto o Cuiabá foi vazado 11 vezes. Fora delas, os clubes também compartilham uma característica que tem feito diferença em suas trajetórias: o compromisso com o equilíbrio das contas, o planejamento de longo prazo e a sustentabilidade financeira como base para o crescimento esportivo.
O Juventude encerrou a temporada com superávit de R$ 25,5 milhões, o terceiro consecutivo, e registrou a maior receita de sua história, com R$ 140,3 milhões, crescimento de 9,5% em relação ao ano anterior. Mesmo ampliando em 13,5% os investimentos no futebol, que alcançaram R$ 95,9 milhões, a direção manteve o controle financeiro, fechando o exercício com R$ 28,6 milhões em caixa, sem recorrer a empréstimos bancários e reduzindo significativamente suas dívidas de curto e longo prazo.
Além da estabilidade econômica, o clube também ampliou seu patrimônio para R$ 91,9 milhões, impulsionado por investimentos em infraestrutura e ativos permanentes.
"O futebol exige ambição, mas ela precisa caminhar junto com responsabilidade. Entendemos que crescer de forma consistente significa respeitar a capacidade financeira do clube, investir com planejamento e construir bases sólidas para o futuro. Os resultados financeiros dos últimos anos mostram que é possível fortalecer a equipe, desenvolver a estrutura e manter as contas equilibradas, sempre pensando na perenidade da instituição", afirma Fabio Pizzamiglio, presidente do Juventude.
O Cuiabá segue uma linha semelhante. Desde o início de sua ascensão no futebol brasileiro, o clube consolidou uma gestão pautada pelo crescimento sustentável, priorizando o controle das despesas, o baixo nível de endividamento e investimentos compatíveis com sua realidade financeira.
Essa política permitiu ao Dourado ampliar sua estrutura, fortalecer as categorias de base e investir na construção do Centro de Treinamento Manoel Dresch sem comprometer a saúde financeira da instituição.
Os números refletem essa estratégia. Depois de superar a marca de R$ 120 milhões em receitas em 2022, o Cuiabá alcançou, em 2024, a maior arrecadação de sua história, com R$ 218,8 milhões, além de registrar superávit de R$ 64,7 milhões, um dos maiores do futebol brasileiro. Mesmo disputando a Série B em 2026, o clube manteve sua filosofia administrativa, ajustando o orçamento à nova realidade de receitas sem abrir mão da responsabilidade fiscal.
"Acreditamos que um clube forte se constrói com decisões responsáveis e visão de longo prazo. Os resultados financeiros que alcançamos são consequência de uma gestão que prioriza o equilíbrio, evita riscos desnecessários e permite que o Cuiabá continue investindo em estrutura, formação de atletas e competitividade. Sustentabilidade financeira não é apenas uma meta administrativa, é um compromisso com o futuro do clube", destaca Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá.
Nesta sexta-feira, além da disputa por pontos importantes na Série B, o duelo coloca frente a frente dois clubes que transformaram a responsabilidade financeira em um dos principais ativos de seus projetos esportivos.
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