Frio aumenta casos de dores nas articulações, saiba quando o incômodo deixa de ser normal.

Especialistas explicam por que as baixas temperaturas intensificam dores musculares e articulares e quais sinais indicam a necessidade de avaliação médica.

Por Bendita Letra
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UniClínica BH

 

Com a chegada do inverno, quem sofre com dores nas articulações já sabe o que vem pela frente. Não é impressão: os consultórios médicos realmente ficam mais cheios nesta época do ano. Para se ter uma ideia da gravidade do problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que as doenças que afetam as juntas e os músculos estão entre as maiores causas de afastamento do trabalho no mundo. O que acontece é que, para tentar reter o calor, o nosso corpo contrai os vasos sanguíneos e tensiona os músculos, um mecanismo de defesa natural que, infelizmente, acaba sobrecarregando o esqueleto e despertando dores antigas.

Sabe aquela história de que os avós conseguem prever a chuva pela dor nos joelhos? Isso tem explicação científica. De acordo com a Dra. Bárbara Pacheco, médica com atuação em Reumatologia da Clínica Acor UniClínica BH, o frio e a mudança na pressão do ar alteram o líquido sinovial, que funciona como uma espécie de lubrificante natural das nossas juntas. "Esse líquido fica mais espesso nos dias frios, o que diminui a flexibilidade e aumenta o atrito nas articulações. É por isso que muita gente acorda sentindo o corpo rígido e pesado logo nos primeiros movimentos da manhã", esclarece.

Por mais que sentir o corpo travado ao sair da cama seja uma queixa comum no inverno, é preciso ficar atento para não normalizar o que pode ser um sinal de alerta. O grande desafio é saber separar o incômodo passageiro provocado pelo frio de algo que realmente precisa de uma investigação médica. O momento de procurar ajuda é quando a dor deixa de ser apenas um desconforto matinal e passa a atrapalhar tarefas simples do dia a dia, persistindo mesmo depois que o corpo já esquentou.

Existem alguns sinais claros que mostram que o problema vai além de uma simples reação às baixas temperaturas. "Se, além da dor, você notar inchaço, vermelhidão, a região quente ao toque ou se aquela sensação de corpo travado durar mais de trinta minutos, o sinal de alerta deve acender. Esses sintomas podem indicar inflamações ou desgastes que precisam de diagnóstico e tratamento", orienta a Dra. Bárbara Pacheco.

Para tentar aliviar esse desconforto sem precisar correr para a farmácia, o segredo é manter o corpo aquecido e, principalmente, não ficar parado. Manter uma rotina de alongamentos, praticar exercícios leves e até usar bolsas de água morna nos pontos mais doloridos ajuda a melhorar a circulação e a relaxar os tecidos. Outro ponto importante é evitar a automedicação: tomar anti-inflamatórios por conta própria pode mascarar um problema maior e prejudicar a saúde a longo prazo.

Saiba mais sobre o trabalho da Clínica Acor UniClínica BH: @uniclinicabh

Fonte: UniClínica BH

 

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