Em parceria com a Unimed CNU, Dr. Online resolve 9 em cada 10 atendimentos e alivia prontos-socorros

Healthtech registrou 91% de resolutividade em mais de 100 mil atendimentos em um trimestre e aponta um caminho para conter custos da saúde suplementar, setor sob pressão por reajustes, sem reduzir a satisfação do paciente

Por VITóRIA ROSA
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Dr. Online

Nove em cada dez atendimentos resolvidos sem encaminhamento ao pronto-socorro. Esse é o resultado do modelo de pronto-atendimento virtual da Dr. Online em parceria com a Unimed CNU, que somou mais de 100 mil atendimentos e 91% de resolutividade em um trimestre, aliviando prontos-socorros e a pressão de custos sobre a operadora. 

O número coloca dados concretos em uma das discussões mais sensíveis da saúde suplementar brasileira, hoje marcada por sinistralidade elevada e pressão crescente por reajustes: é possível reduzir o custo do atendimento sem precarizar o cuidado? Ao resolver a maior parte das demandas já na primeira interação, sem necessidade de deslocamento do beneficiário, o modelo ataca um dos principais gargalos do sistema, a superlotação de prontos-socorros com casos de baixa complexidade, que compromete o atendimento de urgências reais e infla os custos da operadora. 

"A discussão sobre telemedicina no Brasil amadureceu. Saímos da pergunta 'o paciente consegue acesso?' para uma pergunta muito mais difícil: 'o problema dele foi de fato resolvido?'. Acesso sem resolutividade só transfere o custo de lugar, o beneficiário acaba indo ao pronto-socorro depois, e a operadora paga duas vezes", afirma Dennis Pedroso, diretor executivo-geral da Dr. Online. "O que esses números mostram é que dá para resolver na origem, com segurança clínica, e isso muda a lógica financeira do sistema." 

O modelo se diferencia por direcionar o beneficiário diretamente ao médico, sem triagem obrigatória prévia. O tempo médio de espera ficou em 2,9 minutos, e 88,1% de todos os atendimentos foram iniciados em menos de cinco minutos. "Cada minuto de espera em saúde tem peso clínico e emocional. Quando você tira camadas desnecessárias de triagem e coloca o paciente frente a frente com um médico em menos de três minutos, você muda a experiência e a resolutividade ao mesmo tempo", ressalta Pedroso. 

Um dos números que mais chama atenção responde a uma desconfiança recorrente sobre o atendimento digital, a de que a facilidade de acesso estimularia afastamentos do trabalho. Na operação com a Unimed CNU, apenas 1,01% dos atendimentos resultaram em atestado de mais de um dia. "Existe um mito de que telemedicina é sinônimo de atestado fácil. Os dados mostram exatamente o contrário", afirma o executivo da Dr. Online. "Quando há médico qualificado, protocolo clínico e acompanhamento, o atestado deixa de ser um pedido automático e volta a ser uma decisão clínica. Esse 1% é, para nós, um indicador de integridade do modelo." 

Do ponto de vista econômico, a operação combina o custo do atendimento digital com a economia gerada pelos atendimentos presenciais evitados. Segundo levantamento da Dr. Online referente à parceria, o modelo representou uma economia da ordem de R$ 7,4 milhões por mês para a operadora, com um retorno de R$ 5,08 para cada real investido.  

"Não defendo tecnologia pela tecnologia. O que sustenta um plano de saúde no longo prazo é a combinação de desfecho clínico e equilíbrio financeiro", destaca Pedroso. "Reduzir custo precarizando o atendimento é uma economia que se paga cara depois. O caminho que defendemos é o inverso: resolver melhor para gastar menos. E os dados dessa parceria com a Unimed CNU mostram que os dois objetivos não são concorrentes", reitera. 

Mesmo em um modelo 100% digital e orientado à eficiência, os indicadores de experiência se mantiveram altos: o NPS da plataforma ficou em 91,96 pontos e a avaliação dos profissionais médicos em 91,91, ambos na chamada zona de excelência. 

 


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