Frio aumenta a fome? Entenda o que acontece com o organismo no inverno
Especialista do Senac EAD explica como a educação alimentar contribui para hábitos mais conscientes durante a estação
Imagem: iStock (SolStock)
Com a chegada do inverno, é comum que pratos quentes, massas, doces e outras preparações mais calóricas ganhem espaço na rotina. As temperaturas mais baixas alteram o comportamento e o funcionamento do organismo, aumentando a sensação de fome e a busca por alimentos que proporcionam conforto. Apesar disso, é possível aproveitar os sabores típicos da estação sem abrir mão de uma alimentação equilibrada.
Além da necessidade do corpo de produzir mais energia para manter a temperatura corporal, fatores como a menor exposição à luz solar, a redução das atividades físicas e o maior tempo em ambientes fechados influenciam diretamente as escolhas alimentares durante o inverno. Nesse cenário, compreender esses processos é fundamental para evitar excessos e preservar a saúde.
Segundo Tyelle Panatta Wiggers, professora do Senac EAD Santa Catarina, o aumento do consumo de alimentos no inverno é resultado da combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. "O organismo tende a estimular o apetite nessa época do ano, mas isso não significa que precisamos consumir grandes quantidades de alimentos calóricos. O mais importante é buscar equilíbrio e fazer escolhas conscientes, respeitando os sinais de fome e saciedade", explica.
Entre as estratégias recomendadas pela especialista estão substituir saladas frias por preparações quentes, como legumes assados, sopas e caldos; incluir proteínas e alimentos ricos em fibras nas refeições para aumentar a saciedade; manter uma boa hidratação, mesmo com a diminuição da sensação de sede; e valorizar alimentos da estação, que costumam apresentar melhor qualidade nutricional e menor custo.
Outro ponto importante é compreender a diferença entre a fome fisiológica e a vontade de comer motivada pelo frio ou por fatores emocionais. Enquanto a fome fisiológica surge de forma gradual e pode ser satisfeita por diferentes alimentos, a fome emocional costuma aparecer de maneira repentina e direcionada a alimentos específicos, geralmente ricos em açúcar e gordura.
A especialista reforça ainda que pratos tradicionais do inverno não precisam ser excluídos da alimentação. "Uma alimentação saudável não é baseada em restrições, mas em equilíbrio. É perfeitamente possível consumir receitas típicas da estação quando elas fazem parte de uma refeição variada, com boas fontes de proteínas, legumes, verduras e porções adequadas", destaca.
Outro cuidado essencial durante os meses mais frios é manter hábitos que favoreçam o funcionamento do sistema imunológico. Embora frutas, verduras, proteínas, oleaginosas e alimentos ricos em vitaminas e minerais sejam importantes para a saúde, Tyelle ressalta que nenhum alimento, isoladamente, é capaz de fortalecer a imunidade. "O que realmente faz diferença é a construção de um padrão alimentar saudável, aliado à hidratação, ao sono de qualidade, à prática de atividade física e ao controle do estresse", afirma.
Nesse cenário, compreender a relação entre alimentação, comportamento e saúde é o primeiro passo para promover mudanças duradouras nos hábitos alimentares. Mais do que conhecer os nutrientes e os alimentos, o profissional precisa desenvolver competências para orientar diferentes públicos, respeitando aspectos culturais, emocionais e sociais que influenciam as escolhas alimentares.
Para quem deseja transformar esse conhecimento em atuação profissional, a formação faz toda a diferença. O curso livre de Educação Alimentar e Nutricional do Senac EAD oferece uma visão ampla sobre comportamento alimentar, planejamento de refeições, segurança dos alimentos e estratégias de educação em saúde, preparando os estudantes para incentivar escolhas mais conscientes e contribuir para a promoção da saúde e da qualidade de vida em diferentes contextos.
Sobre o Senac EAD
Com 80 anos de educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nessa modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.
A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo a todo o Brasil e apoiado por mais de 350 polos presenciais para avaliações. Acesse aqui a programação completa de cursos do Senac EAD.
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Julho/2026
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