A ciência do microclima na conservação de acervos museológicos

Controle técnico da umidade relativa é decisivo para preservar patrimônios culturais insubstituíveis.

Por WILLIAM LARA
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São Paulo, julho de 2026 - A preservação de obras de arte, documentos históricos e coleções museológicas começa muito antes de qualquer intervenção de restauração. O primeiro e mais importante passo está no controle do ambiente em que esses itens permanecem armazenados e expostos. Entre os fatores considerados críticos para a conservação preventiva, a umidade relativa do ar ocupa posição central e é apontada por normas internacionais, como ASHRAE e ISO 11799, como um dos principais agentes de degradação do patrimônio cultural. 

Em museus, galerias, arquivos e bibliotecas, a estabilidade climática deixou de ser apenas uma questão operacional para se tornar parte estratégica das políticas de preservação. Quando a umidade relativa do ar foge das faixas técnicas recomendadas, em torno de 50%, com variações máximas de ±5% ao dia, inicia-se uma cadeia de processos físicos, químicos e biológicos que pode comprometer de forma irreversível materiais históricos de diferentes naturezas. 

Papéis e manuscritos, por exemplo, sofrem hidrólise das fibras celulósicas, deformações permanentes e proliferação de fungos. Pinturas sobre tela podem apresentar movimentação entre camadas, craquelamento estrutural e desprendimento de pigmentos. Já metais históricos entram em processos acelerados de oxidação e corrosão, enquanto peças em madeira e têxteis ficam sujeitas a ciclos contínuos de expansão e retração, favorecendo fissuras e ataques microbiológicos. Especialistas em conservação preventiva apontam que oscilações constantes de umidade podem ser ainda mais nocivas do que níveis elevados permanentes, justamente porque submetem os materiais a tensões repetitivas ao longo do tempo. 

O desafio técnico torna-se ainda mais complexo em instituições culturais abertas à visitação pública. Diferentemente de ambientes industriais convencionais, museus enfrentam alterações climáticas provocadas pela própria circulação de pessoas. Cada visitante adulto libera, em média, cerca de 30 gramas de vapor de água por hora por meio da respiração e da transpiração. Em uma galeria com 50 visitantes simultaneamente, isso significa aproximadamente 1,5 quilo de vapor d’água incorporado ao ambiente a cada hora, sem considerar a carga térmica adicional. Esse fator, frequentemente subestimado em projetos tradicionais de climatização, interfere diretamente na estabilidade do microclima necessário para a preservação dos acervos. 

“A conservação preventiva moderna entende o controle do microclima como uma das principais estratégias de preservação de coleções museológicas. Estabilidade climática não é apenas infraestrutura predial; é uma política efetiva de preservação do patrimônio cultural”, afirma Sven von Borries, CEO da Thermomatic, empresa especializada no desenvolvimento de soluções para controle de umidade e temperatura. 

Para enfrentar esse cenário, instituições culturais têm investido em estratégias integradas de monitoramento contínuo, com uso de dataloggers e higrômetros calibrados, além de sistemas de controle ativo de umidade capazes de manter parâmetros estáveis ao longo do tempo. Diferentemente dos aparelhos convencionais de ar-condicionado, que controlam prioritariamente a temperatura e apenas de forma indireta a umidade relativa, os desumidificadores industriais são projetados especificamente para garantir precisão e estabilidade ambiental em espaços críticos de preservação. 

Há mais de 40 anos atuando no desenvolvimento de soluções para controle de umidade em ambientes sensíveis, a Thermomatic possui uma linha de equipamentos voltada também à proteção desses patrimônios. A empresa reúne em sua carteira instituições como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Instituto Inhotim, o Instituto Tomie Ohtake, o Centro Cultural Banco do Brasil e a Fundação Ema Klabin. 

A empresa realiza avaliações técnicas de microclima para museus, arquivos e espaços culturais, incluindo análise de níveis de umidade, mapeamento de variações ambientais, dimensionamento de equipamentos e desenvolvimento de estratégias contínuas de conservação preventiva. 

Sobre a Thermomatic do Brasil    

A Thermomatic é pioneira na fabricação de desumidificadores de ar no Brasil. Com mais de 40 anos de tradição no mercado, a empresa possui soluções em desumidificação para mais de 100 segmentos, com projetos personalizados e desenvolvidos por engenheiros qualificados para atender cada necessidade, ajudando a cumprir legislações e padrões específicos da Anvisa, ABNT, MAPA e demais órgãos que estabelecem e fiscalizam o controle da umidade relativa do ar.     

Hoje são mais de 200 mil clientes nas Américas que contam com equipamentos industriais, comerciais e residenciais da linha mais completa do país, promovendo a qualidade do ar, auxílio no processo produtivo, preservação de bens e da saúde.     

Para saber mais sobre como a Thermomatic transforma indústrias, negócios e lares, visite https://www.thermomatic.com.br.  

  

Informações à imprensa      William Lara    (11) 94973-8477
william.lara@thermomatic.com 


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