Fundador da AeC conta como empresa mineira virou líder nacional durante almoço-palestra da ADCE-MG

Antônio Guilherme Noronha detalhou a trajetória de 34 anos da companhia diante de empresários e dirigentes reunidos na FIEMG

Por NATHáLIA FERREIRA
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Wagner Diló Costa

O que começou com a revenda de softwares nos anos 1990 se transformou, três décadas depois, na empresa mais reconhecida do mercado brasileiro de relacionamento com clientes. Foi essa história que Antônio Guilherme Noronha, acionista e presidente do Conselho de Administração da AeC, contou na tarde desta segunda-feira, 6 de julho, no almoço-palestra mensal da ADCE-MG, realizado na sede da FIEMG, em Belo Horizonte. O almoço foi aberto por Alexandre Figueiredo de Andrade Urbano, presidente da ADCE-MG, que celebrou a entrada de 11 novos associados e o momento de expansão da entidade. Ao apresentar o convidado, Urbano conectou a trajetória da AeC a um dos princípios centrais da ADCE: a subsidiariedade. "Algo que sempre lembramos é a importância de cuidar das pessoas dentro das empresas. Temos certeza que vamos ver muito disso na palestra do Guilherme", antecipou. Sérgio Cavalieri, presidente da ADCE Brasil, também usou a palavra para convidar os presentes ao 13º Congresso Nacional UNIAPAC ADCE Brasil, marcado para os dias 20 a 22 de agosto, na própria FIEMG. "Vamos receber um programa muito rico. Pela qualidade e pelo perfil dos palestrantes, é uma oportunidade única", destacou. Mais informações e inscrições estão disponíveis em https://adcebrasil.org.br/13o-congresso-uniapac.
Tecnologia e calor humano Diante de uma plateia de empresários e dirigentes, Antônio Guilherme Noronha percorreu os marcos da trajetória da AeC, fundada em 1992 ao lado do sócio e amigo de infância Cássio Rocha de Azevedo. "Assim que comecei minha carreira, já fui para a área de informática e sistemas", contou. Os dois logo se tornaram um dos primeiros parceiros da Microsoft em Minas Gerais, parceria que durou até 2015. A virada para o setor de relacionamento com clientes veio a seguir, quando a dupla começou a explorar o mercado de telemarketing junto a grandes empresas mineiras, e logo expandiu a operação para fora do estado. Hoje com mais de 56 mil colaboradores, 27 unidades espalhadas pelo país e 41% da força de trabalho em regime de home office, a AeC atende cerca de 20 milhões de chamadas por mês, a maior parte já via canais digitais. "O que interessa para nós, independente do canal, é a experiência final do cliente", afirmou. "A gente nunca sonhou em ser a empresa mais reconhecida do setor, até porque temos muitas multinacionais aqui", disse Noronha, e fez questão de frisar: a AeC é a única empresa 100% brasileira entre as maiores do segmento. Um dos pontos que Noronha destacou com mais ênfase foi a aposta deliberada no interior do Brasil como estratégia de crescimento e desenvolvimento social. A empresa é hoje o maior empregador privado da Paraíba e desenvolve o que chama de "rota do emprego", conectando municípios menores a oportunidades de trabalho qualificado. Em cidades como Mossoró (RN), 26% dos jovens empregados formalmente trabalham na AeC; em Arapiraca (AL), esse índice chega a 27%; em Campina Grande (PB), são 18%. "Você abre a perspectiva de vida de muitas pessoas e leva grandes marcas para locais onde não havia tantas oportunidades. Criamos diversos líderes no interior, não só em Minas, mas também no Nordeste. É algo que incentiva a busca pelos estudos, por exemplo", completou o empresário.

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