Mudança em hábitos de consumo impulsiona comércio de plantas
A consolidação do trabalho híbrido e a busca por bem-estar transformaram o lar brasileiro e aqueceram o mercado de plantas ornamentais e paisagismo residencial.
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A mudança em hábitos de consumo dos brasileiros deixou marcas visíveis no ambiente doméstico. Pesquisa aponta que mais de 74% da população já possui algum tipo de planta em casa, movimento que ganhou força após mudanças nos hábitos de moradia e trabalho, refletindo uma busca por qualidade de vida, bem-estar emocional e conexão com a natureza, especialmente em ambientes urbanos. Varandas, salas e cozinhas passaram a incorporar elementos naturais como parte da decoração e da rotina, impulsionando a demanda por espécies ornamentais e serviços especializados de paisagismo.
Os números confirmam. Em 2024, a cadeia brasileira de flores e plantas ornamentais gerou Produto Interno Bruto de R$ 21,23 bilhões e 265 mil empregos, com crescimento de 9,95% em relação a 2023, segundo estudo do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). O resultado é o maior da série histórica, puxado especialmente pelos serviços de decoração, que cresceram 22% no período.
Mudança em hábitos de consumo reflete a busca por bem-estar no lar
O interesse por plantas não surgiu do nada. Cresceu como resposta a transformações no estilo de vida urbano: mais horas dentro de casa, maior consciência sobre saúde mental e o reconhecimento de que o ambiente doméstico afeta diretamente o estado emocional de quem o habita.
Estudos indicam que ambientes com vegetação contribuem para a redução do estresse, melhoram a qualidade do ar e ajudam no controle da ansiedade. Esse argumento saiu do campo científico e chegou às redes sociais. Nas plataformas digitais, 60% das publicações sobre o tema ocorrem no Instagram, seguido por 25% no Twitter e 15% no YouTube. O comércio de plantas respondeu com diversificação: floriculturas ampliaram portfólio, garden centers cresceram em número e o canal digital passou a conectar produtores e consumidores de forma direta.
O impacto do trabalho híbrido no paisagismo residencial
O modelo de trabalho híbrido foi o catalisador que transformou o interesse pontual em comportamento consolidado. Trabalhar em casa tornou o lar um espaço multipropósito, onde conforto, estética e funcionalidade passaram a coexistir de forma permanente.
Com a consolidação desse modelo, cresceu o interesse das pessoas em transformar seus lares em espaços mais acolhedores, o que elevou a procura pelos serviços de uma floricultura especializada, como a floricultura chapecó , para a escolha de espécies ornamentais adequadas a ambientes internos. A orientação especializada faz diferença: espécies que toleram pouca luz ou que crescem bem em vasos menores demandam conhecimento técnico que o consumidor iniciante dificilmente tem.
O setor de floricultura deve crescer entre 6% e 8% em 2025, com projeção de expansão em 2026, segundo o Ibraflor. O ritmo supera a média do varejo tradicional e reflete um mercado com espaço considerável para crescer.
Como identificar a espécie ornamental certa para cada ambiente
A escolha da espécie adequada depende de três variáveis: luminosidade disponível, frequência de irrigação possível e tamanho do espaço. Entre as mais procuradas no Brasil estão orquídeas, cactos e samambaias, que lideram o mercado ornamental por combinarem beleza, adaptabilidade e facilidade de manutenção.
Para ambientes internos com pouca luz natural, zamioculca, jiboia e costela-de-adão se adaptam bem e exigem pouca rega. Para varandas com sol direto, suculentas, lavanda e girassóis resistem à exposição prolongada sem perder vitalidade. A orientação de um profissional especializado evita erros comuns, como posicionar espécies de sol pleno em ambientes fechados ou escolher plantas de grande porte para espaços que não comportam o crescimento futuro da muda.
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