Holding familiar ganha espaço entre empresários e investidores como ferramenta de organização patrimonial

Por GUILHERME TEIXEIRA
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Reprodução: Assessoria de imprensa

O planejamento patrimonial deixou de ser um tema restrito ao universo jurídico para ganhar relevância entre empresários, investidores e proprietários de imóveis. Em busca de maior previsibilidade na sucessão e na gestão de bens, muitas famílias têm recorrido à holding familiar como instrumento de organização patrimonial e governança. Segundo o advogado Dr. Gustavo Carlos Silveira, especialista em planejamento sucessório e holdings, a estrutura pode ajudar a evitar conflitos, custos e dificuldades que frequentemente surgem quando a sucessão é discutida apenas após o falecimento de um dos titulares do patrimônio. Na prática, a holding familiar consiste na constituição de uma pessoa jurídica destinada à administração de ativos como imóveis, participações societárias e outros bens. A estrutura permite estabelecer regras claras para sucessão, administração, distribuição de rendimentos e participação dos herdeiros. “A holding pode ser uma ferramenta muito eficiente, mas depende do tipo de patrimônio, da composição familiar, da existência de empresas e dos objetivos da família. A pergunta inicial não deve ser quanto vou economizar, mas qual problema patrimonial e sucessório precisa ser resolvido”, afirma Silveira. O especialista destaca que a principal vantagem está na possibilidade de organizar a sucessão com antecedência, reduzindo riscos de disputas entre herdeiros e garantindo maior continuidade na gestão dos ativos e dos negócios familiares. O modelo também tem despertado interesse no mercado imobiliário, especialmente entre famílias que possuem diversos imóveis e desejam centralizar a administração de contratos, receitas e decisões patrimoniais. Apesar do crescimento da procura, Silveira alerta que a holding não deve ser vista como solução automática para redução de impostos ou blindagem patrimonial. “Cada caso exige análise jurídica, contábil e tributária específica. Existem situações em que os custos de constituição e manutenção podem não justificar a estrutura. O diagnóstico sempre vem antes da solução”, explica. Segundo o advogado, a holding tende a fazer mais sentido quando existe patrimônio relevante, empresas familiares, participações societárias, imóveis geradores de renda ou preocupação com a sucessão entre múltiplos herdeiros. “Em alguns casos, a holding organiza a sucessão com eficiência. Em outros, instrumentos como testamento, doação com cláusulas específicas ou acordos familiares podem ser mais adequados. O importante é construir uma estratégia compatível com a realidade de cada patrimônio”, conclui. 

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