O AVC mata mais mulheres que o câncer de mama: a proteção via stents

No mês da saúde feminina, alerta revela que o derrame é o maior vilão da longevidade; cirurgião explica como a desobstrução preventiva das artérias interrompe estatísticas fatais e protege o cérebro.

Por Bendita Letra
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Dr. Josualdo Euzébio —  Cirurgião Vascular e Endovascular 

 

A saúde das mulheres muitas vezes é associada ao câncer de mama, mas existe um perigo ainda maior e silencioso que pouca gente comenta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Acidente Vascular Cerebral (AVC) mata mais o público feminino globalmente do que os tumores de mama. Por aqui, os dados do Ministério da Saúde são igualmente preocupantes: o derrame tira mais vidas de mulheres do que de homens. É um reflexo cruel de uma rotina carregada de estresse, acúmaulo de tarefas e, principalmente, da falta de tempo que elas têm para olhar para a própria saúde.

Aproveitando o mês da saúde feminina, o alerta serve para lembrar que o AVC não avisa, mas dá sinais que podem ser prevenidos. O cirurgião vascular e endovascular Josualdo Euzébio explica que o grande vilão por trás do entupimento das artérias que alimentam o cérebro é a aterosclerose, que nada mais é do que o acúmulo de gordura nos vasos. O especialista lamenta que a maioria das pacientes só descubra o problema quando a situação já é grave, perdendo a janela de oportunidade para evitar o pior.

Felizmente, a medicina evoluiu a ponto de resolver isso sem a necessidade de grandes agressões ao corpo. Uma das armas mais eficazes para impedir o derrame é o uso de stents nas artérias carótidas. "O procedimento funciona como uma verdadeira blindagem. Nós entramos com uma malha metálica bem fina e expansível na artéria que está entupida, empurramos a gordura para as paredes do vaso e liberamos a passagem do sangue com oxigênio para o cérebro na mesma hora", detalha o médico.

O que mais impressiona nessa técnica é o fato de ser minimamente invasiva, bem diferente daquelas cirurgias antigas com grandes cortes no pescoço. O processo é feito por um furinho na virilha ou no braço, o que torna tudo mais seguro e menos doloroso. "A gente consegue desobstruir o caminho com uma precisão incrível. No dia seguinte, a paciente geralmente já está indo para casa, sem precisar passar pelo drama das sequelas severas que um AVC costuma deixar", pontua.

Mas o especialista faz questão de lembrar que a tecnologia não faz milagre sozinha; o autocuidado e as consultas de rotina continuam sendo indispensáveis. Coisas que parecem bobas, como uma tontura inexplicável, um formigamento que vai e volta em um lado do corpo ou uma leve dificuldade para falar, costumam ser deixadas de lado pela correria do dia a dia. Descobrir que uma artéria está estreitando antes que ela feche de vez muda completamente o final dessa história.

"Não dá para aceitar que uma doença que pode ser evitada continue interrompendo os planos de tantas mães, avós e profissionais", desabafa o cirurgião vascular. O recado que fica é claro: cuidar do cérebro e do coração precisa entrar na rotina com o mesmo peso dos exames ginecológicos anuais. Afinal, prevenir ainda é o único jeito de garantir que as mulheres vivam mais, com saúde e com a independência que merecem.

Saiba mais sobre o trabalho do Dr. Josualdo Euzébio: @dr.josualdo  

Fonte: Dr. Josualdo Euzébio —  Cirurgião Vascular e Endovascular 

 

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