Da granja à mesa: novo perfil do consumidor impulsiona busca por proteína animal de alta qualidade

Canetas emagrecedoras provocam mudanças na pirâmide nutricional e segurança alimentar torna-se o pilar central para atender mercados cada vez mais exigentes

Por Gisele Berto
8 Min

Divulgação Elanco

A produção de alimentos de origem animal no Brasil passa por uma transformação profunda, na qual os produtores devem lidar com um novo perfil de consumidor, mais informado, focado em longevidade e extremamente criterioso com a qualidade nutricional do que coloca no prato.

Este movimento é impulsionado por uma geração cada vez mais preocupada com a saúde e por fenômenos recentes, como a popularização das "canetas emagrecedoras" (medicamentos GLP-1). Segundo o relatório “Global State of Health Wellness 2025”, 31% dos consumidores possuem uma visão positiva sobre essas medicações.

Os usuários desses tratamentos tendem a priorizar dietas ricas em proteínas de alta qualidade e nutrientes densos para manter a massa magra durante a perda de peso, alterando a percepção tradicional da pirâmide nutricional. De acordo com o “Relatório Anual 2026”, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a carne de frango apresentou um consumo per capita de 46,7 kg/hab em 2025, frente a 45,5 kg/hab no ano anterior. Já a carne suína teve 19,1 kg/hab, em comparação a 18,6 kg/hab em 2024.

“Essa demanda qualificada exige que o Brasil, líder global em exportação de carne de frango, entregue não apenas quantidade, mas uma garantia inegociável de segurança alimentar. É neste ponto que a escolha das ferramentas corretas para sanidade animal, como as vacinas, deixa de ser um detalhe técnico para se tornar o diferencial competitivo da ‘porteira’ para fora”, analisa Thaís Vieira, médica-veterinária e gerente de marketing de Monogástricos da Elanco.

Granjas do século XXI: ambientes controlados e altamente tecnológicos

As granjas atuais de aves estão muito distantes da imagem tradicional associada à produção animal. Hoje, são ambientes altamente controlados, onde cada variável é monitorada em tempo real:

  • Temperatura, ventilação e luminosidade automatizadas
  • Sistemas digitais de controle de alimentação e consumo de água
  • Protocolos rigorosos de biosseguridade, com controle de acesso e desinfecção
  • Rastreabilidade completa, do nascimento ao produto final
  • Uso crescente de inteligência artificial para monitoramento do comportamento das aves

Esse nível de controle permite identificar rapidamente qualquer desvio e agir de forma precisa, reduzindo riscos sanitários e aumentando a previsibilidade da produção.

No processamento, a tecnologia também é protagonista. Centrais de classificação de ovos operam com inspeção automatizada, enquanto frigoríficos utilizam sistemas avançados de rastreabilidade, capazes de acompanhar cada lote ao longo de toda a cadeia.

Salmonella sob controle: um esforço integrado da cadeia

O que antes dependia majoritariamente de manejo e controle reativo hoje é sustentado por tecnologia de ponta, monitoramento contínuo e estratégias preventivas integradas, especialmente no controle de patógenos como a Salmonella.

Presente naturalmente no ambiente, a bactéria é amplamente monitorada pela indústria e por órgãos reguladores em todo o mundo. Seu controle, no entanto, evoluiu junto com a própria avicultura: deixou de ser um desafio pontual para se tornar um indicador de excelência produtiva e de segurança alimentar.

“A avicultura brasileira vive um momento de maturidade sanitária. As granjas modernas operam com protocolos rigorosos, alta tecnologia e integração de dados, o que permite antecipar riscos e garantir alimentos cada vez mais seguros ao consumidor”, afirma Thaís.

A relevância da Salmonella para a saúde pública fez com que governos e indústria estruturassem programas robustos de controle. No Brasil, o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, estabelece diretrizes rigorosas para monitoramento e mitigação do risco.

Os sorovares de maior importância (Salmonella Enteritidis e Salmonella Typhimurium) são acompanhados de perto em todas as etapas da produção. E o avanço tecnológico trouxe uma mudança importante: o controle deixou de ser corretivo e passou a ser preventivo.

Segundo a executiva da Elanco, “hoje falamos de um sistema integrado, em que biosseguridade, nutrição, manejo e vacinação trabalham juntos. Esse conjunto é o que sustenta o controle eficiente da Salmonella na produção moderna”.

O resultado é um setor reconhecido globalmente pela qualidade sanitária. O Brasil lidera as exportações mundiais de carne de frango, respondendo por cerca de 36% do comércio global do produto, segundo dados do United States Department of Agriculture, o USDA. Em 2025, o país exportou mais de 5,3 milhões de toneladas, um recorde histórico, superando, sozinho, o volume combinado de grandes concorrentes como Estados Unidos e China, atendendo mercados com altos padrões de exigência.

Vacinação: estratégia essencial na produção moderna

Neste cenário, a vacinação ganhou protagonismo. “Ao atuar diretamente na redução da colonização das aves e da disseminação da bactéria, as vacinas se tornam um dos pilares da segurança alimentar contemporânea, além de contribuir para práticas mais sustentáveis e alinhadas à redução do uso de antibióticos”, explica Letícia Dal Berto, gerente técnica da Elanco para Aves. 

A Elanco desenvolve soluções voltadas para esse desafio, com destaque para duas vacinas do portfólio AviPro™:

AviPro™ Salmonella Duo

  • Vacina viva bivalente que protege simultaneamente contra Salmonella Enteritidis e Salmonella Typhimurium, os sorovares mais relevantes na cadeia alimentar. A tecnologia permite proteção precoce e duradoura ao longo do ciclo produtivo, com aplicação prática via água de bebida.

AviPro™ Salmonella VAC E

  • Solução consolidada no mercado, indicada para proteção contra Salmonella Enteritidis e Salmonella Gallinarum. Contribui para reduzir a colonização bacteriana, a excreção e a mortalidade, fortalecendo a sanidade do plantel e a qualidade dos produtos.

Ambas podem ser utilizadas desde os primeiros dias de vida das aves, reforçando a estratégia preventiva e reduzindo a circulação do patógeno na cadeia.

Segurança alimentar como construção contínua

“A evolução da avicultura mostra que a segurança dos alimentos não depende de uma única solução, mas de um sistema integrado que combina tecnologia, ciência e boas práticas”, avalia Thais Para a executiva, a digitalização das granjas, o uso de inteligência artificial, a rastreabilidade e o desenvolvimento de vacinas cada vez mais eficazes apontam para um futuro em que o controle sanitário será ainda mais preciso e cada vez mais valorizado pelo consumidor final.

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SOBRE A ELANCO

A Elanco Animal Health (NYSE: ELAN) é líder global em saúde animal, dedicada à inovação e ao fornecimento de produtos e serviços para prevenir e tratar doenças em animais de produção e de companhia, agregando valor ao trabalho de produtores, tutores, médicos-veterinários e da sociedade como um todo. Com 70 anos de tradição no setor, estamos comprometidos em quebrar barreiras e ir além para ajudar nossos clientes a melhorar a saúde dos animais sob seus cuidados, enquanto também causamos um impacto significativo em nossas comunidades locais e globais. Na Elanco, somos movidos por nossa visão de “Alimento e Companheirismo Enriquecendo a Vida” e nosso propósito – Go Beyond for Animals, Customers, Society and Our People (Ir Além pelos Animais, Clientes, Sociedade e nossos Colaboradores). Saiba mais em www.elanco.com.br.


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FONTE: Thaís Vieira, médica-veterinária e gerente de marketing de Monogástricos da Elanco