Fundação CASA e Casa da Mulher Brasileira celebram a atuação dos assistentes sociais no atendimento às mulheres vítimas de violência em evento

Palestras ocorreram em alusão ao Dia do Assistente Social e abordaram o atendimento das frentes multiprofissionais oferecidas pela CMB

Por ASSESSORIA DE COMUNICAçãO DA FUNDAçãO CASA
5 Min

FCASA/Tiago Yasser

Em alusão ao Dia do Assistente Social, comemorado em 15 de maio, a Fundação CASA, por meio de sua Gerência Psicossocial (GPSI) promoveu, nesta quarta-feira (20), uma palestra com o tema “Casa da Mulher Brasileira em diálogo com a rede socioeducativa: Apresentando o atendimento às mulheres em situação de violência para as equipes da Fundação CASA”.  A atividade também integrou as ações do Calendário Temático “Educação em Saúde” e teve como objetivo apresentar o trabalho multiprofissional realizado pelo órgão no atendimento às mulheres vítimas de violência. O evento foi realizado das 10h às 16h, sendo dividido em dois períodos: das 10h às 12h, com um breve intervalo, retornando das 14h às 16h, e reuniu presencialmente e de forma online profissionais da Fundação CASA de todo o Estado. A abertura contou com a participação do presidente interino da Fundação CASA, Oswaldo Caetano Junior, da assessora especial de política socioeducativa, Magali Rainato, da gerente psicossocial, Natache de Oliveira, e da assistente social da GPSI, Noeli Buono, que homenageou os profissionais da área e destacou a importância do trabalho desenvolvido na instituição. Em seguida, ocorreu a formação da mesa de palestrantes da Casa da Mulher Brasileira, com a participação da promotora de justiça, Juliana Mendonça Gentil Tocunduva, da subinspetora da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Lenilda da Silva Alencar e das representantes da Defensoria Pública, a analista, Joyce Cristina de Oliveira Rezende; e a psicóloga Daíse de Felippe. Durante sua apresentação, a promotora Juliana Tocunduva destacou a importância do encontro e da celebração da data, abordando o papel do Ministério Público na formulação de políticas públicas para as mulheres, bem como ações de prevenção e enfrentamento às diferentes formas de violência. Ela ressaltou o aumento dos casos de violência contra as mulheres neste ano e chamou atenção para fatores históricos relacionados à desigualdade de gênero e à desvalorização do feminino. A promotora também apresentou dados sobre os diferentes tipos de violência e explicou como essas demandas motivaram a criação de equipamentos públicos especializados, como a Casa da Mulher Brasileira. Gerida pela Prefeitura de São Paulo por meio de um conselho composto por representantes de diversos órgãos, a Casa da Mulher Brasileira reúne diferentes serviços em um único espaço, com o objetivo de garantir acolhimento integral e humanizado às mulheres vítimas de violência. A promotora ainda apresentou a estrutura da rede de atendimento, os serviços disponibilizados e os equipamentos públicos responsáveis pelo acolhimento dessa população. Na sequência, a subinspetora da Guarda Civil Metropolitana, Lenilda da Silva Alencar, compartilhou sua experiência. Sua atuação na proteção as mulheres começou no Programa Guardiã Maria da Penha, do qual ela participa desde 2014. O programa foi tão positivo, que a iniciativa deu origem à Inspetoria de Defesa da Mulher e Ações Sociais (IDMAS), responsável por diversas frentes de atuação voltadas à proteção das mulheres. Em sua apresentação, Lenilda detalhou as atribuições da Guarda Civil Metropolitana no acompanhamento e proteção das vítimas, apresentou dados sobre atendimentos realizados e destacou as principais formas de violência enfrentadas pelas mulheres acompanhadas pelo programa. Na sequência, a representante da Defensoria Pública, a analista, Joyce Cristina de Oliveira Rezende explicou como ocorre o atendimento jurídico às mulheres em situação de violência, detalhando o papel da instituição e sua atuação cotidiana dentro da Casa da Mulher Brasileira. Já a psicóloga, Daíse de Felippe. apresentou o funcionamento do Centro de Atendimento Multidisciplinar (CAM), destacando a importância do acolhimento psicológico e do trabalho integrado entre diferentes áreas para garantir apoio às mulheres atendidas. Após intervalo, o evento prosseguiu com novas apresentações conduzidas pela gerente do serviço, Fernanda Cabral Silva, pela gerente psicossocial da Casa da Mulher Paulistana, Luciana Maria de Santana e pela representante do Projeto do Amor, Marane Matos Avelar, ampliando as discussões sobre rede de proteção, acolhimento e atendimento especializado. A iniciativa reforçou a importância do trabalho desenvolvido pelos assistentes sociais e da atuação integrada entre diferentes instituições no enfrentamento à violência contra mulheres, fortalecendo o diálogo entre a rede socioeducativa e os serviços especializados de proteção.

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): LAUREEN MELLO NOTTOLINI RUIZ
imprensa@fundacaocasa.sp.gov.br