Empresários de diferentes setores aderem à campanha pelo fim da escala 6x1 e defendem ganhos de produtividade e qualidade de vida
Em comum, os relatos apontam que jornadas mais equilibradas não representam prejuízo para os negócios. Pelo contrário: podem aumentar produtividade, melhorar o ambiente de trabalho e fortalecer o compromisso das equipes
Divulgação
Empresários de áreas como alimentação, direito, gestão de frotas, recursos humanos e mercado de seguros estão entre os milhares de apoiadores da campanha “O Brasil Quer Mais Tempo”, mobilização nacional que defende o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Em comum, os relatos apontam que jornadas mais equilibradas não representam prejuízo para os negócios. Pelo contrário: podem aumentar produtividade, melhorar o ambiente de trabalho e fortalecer o compromisso das equipes.
Até o momento, mais de 9 mil empresários já endossam a campanha. A adesão crescente do setor empresarial busca responder a um dos principais argumentos usados contra a proposta de mudança da jornada de trabalho: a ideia de que pequenas e médias empresas não conseguiriam se adaptar ao novo modelo. Para os empresários que já operam em formatos mais flexíveis, a experiência prática mostra justamente o oposto.
Sócio-diretor da ECAR Fleet Gerenciamento de Frotas, Eduardo Bortotti Fagundes afirma que sua empresa nasceu em um modelo diferente da escala 6x1 e que os resultados são positivos. “Acreditamos muito no modelo 5x2 e também em maior flexibilidade de jornada para dar condição aos nossos colaboradores não só o descanso, mas também a possibilidade de jornadas híbridas ou em home-office, permitindo melhor aproveitamento do tempo e garantindo qualidade de vida”, destaca. Segundo ele, o fim da escala 6x1 não representa ameaça econômica para empresas que apostam em produtividade e bem-estar. “Funcionário descansado e podendo ter tempo para suas coisas pessoais retribui isso em maior produtividade e compromisso nas entregas”, ressalta Fagundes.
Veridiana Noda Bechara, proprietária da La Pet Cuisine, defende jornadas mais equilibradas como uma questão de qualidade de vida e valorização humana. “Acredito que todos os trabalhadores merecem uma vida de qualidade, incluindo no mínimo dois dias de descanso”, afirma. Já a advogada Elisabeth Stahl Ribeiro, sócia da Elisabeth Stahl Ribeiro Advocacia, também decidiu apoiar a campanha por acreditar que o trabalho não pode ocupar todo o espaço da vida das pessoas. “Mais tempo para descansar, ficar com a família e cuidar da vida pessoal é essencial. Minha secretária tem filhos e entendo que mães precisam estar com seus filhos. O trabalho é uma necessidade, mas existem outras necessidades importantes que também precisam ser consideradas”, explica.
Segundo Elisabeth, a adaptação a jornadas mais equilibradas é possível e pode trazer benefícios para empresas e trabalhadores. O escritório deixou de funcionar aos sábados em 2023 e, para ela, a mudança melhorou a dinâmica da equipe. “Nos adequamos aos dias da semana para deixar tudo certo e isso dá uma energia diferente, sabendo que teremos dois dias para descansar. Na segunda-feira chegamos com mais ânimo”, relata.
No setor de comércio, Ana Clara Guedes, sócia da Brava Doceria, afirma que jornadas mais equilibradas são fundamentais para transformar a cultura de trabalho no país. Ex-trabalhadora da escala 6x1, ela diz conhecer de perto os impactos do modelo. “A escala 6x1 é uma herança da cultura escravocrata que existe nesse país. Já trabalhei anos nesse formato e senti na pele o impacto disso”, comenta. A empresária conta que sua empresa nasceu operando em modelo 5x2, mesmo sendo uma microempresa independente. “Se eu consigo, os grandes também conseguem”, ressalta.
Segundo Ana Clara, o descanso e a qualidade de vida dos trabalhadores impactam diretamente os resultados do negócio. “As pessoas abraçam a marca e vendem mais e melhor. Aqui não existe a reclamação de falta de comprometimento”, afirma. Para ela, o fim da escala 6x1 ajuda a reduzir a rotatividade, atrair profissionais para o setor e combater a romantização da exaustão na gastronomia. “Devolve dignidade às pessoas, faz com que sejam mais felizes, saudáveis e comprometidas. No fim, traz mais vida para os trabalhadores e mais faturamento para os donos dos negócios”, conclui.
A empresária Isabela Raposeiras, fundadora do Coffee Lab, está entre os apoiadores da campanha. “Eu sou uma empresária há 22 anos, faço escala 5x2 desde o começo, abro todos os dias”, diz. “Eu não sou a única empresa que se beneficiou financeiramente com a adoção da escala 5x2, como a gente sempre foi. A gente precisa inspirar mais empresas a fazerem esse movimento e não terem tanto medo”, comenta a empresária.
No setor de Recursos Humanos, a percepção é semelhante. Denise Faro, empreendedora da Mappa RH, relata que acompanha o debate sobre jornadas de trabalho há mais de duas décadas. “Durante toda minha jornada questionei salário, benefícios, melhores condições de trabalho e principalmente tempo de descanso. Fico muito feliz que, depois de todo esse tempo, estamos caminhando para o fim dessa escala que sacrifica tanto as pessoas”, afirma. Para Denise, a mudança pode inclusive gerar novas oportunidades para empresas e profissionais de RH. “O fim da escala 6x1 pode aumentar contratações, ampliar investimentos em eficiência operacional e fortalecer o foco em saúde mental e bem-estar dos trabalhadores”, explica.
Já no mercado de seguros, Jonathan Barbacovi, da J&G Corretora, acredita que muitos setores já estão preparados para abandonar o modelo 6x1. “Não existe impacto econômico negativo. Não adianta incluir um dia extra se a pessoa vai ficar se enrolando para matar tempo”, afirma. Segundo ele, o próprio setor já opera de maneira adaptada. “O segmento de seguros anda junto com o setor bancário. Existem plantonistas para emergências, mas o comercial não precisa estar ativo o tempo todo”, avalia.
Os depoimentos integram a mobilização da campanha “O Brasil Quer Mais Tempo”, que vem reunindo empresários favoráveis ao fim da escala 6x1 por meio da plataforma brasilquermaistempo.com.br/empresas. A iniciativa busca ampliar a participação do setor produtivo no debate público e mostrar que jornadas mais humanas podem conviver com crescimento econômico, eficiência e competitividade.
A campanha defende que o debate sobre a escala 6x1 vai além da jornada de trabalho e envolve temas como saúde mental, convivência familiar, produtividade sustentável e qualidade de vida. Para os organizadores, o apoio crescente de empresários reforça que a mudança já é vista por parte do mercado como um caminho viável e alinhado às novas relações de trabalho.
Para mais informações sobre como fazer parte da mobilização, acesse o site da campanha “O Brasil Quer Mais Tempo”: www.brasilquermaistempo.com.br.
Até o momento, mais de 9 mil empresários já endossam a campanha. A adesão crescente do setor empresarial busca responder a um dos principais argumentos usados contra a proposta de mudança da jornada de trabalho: a ideia de que pequenas e médias empresas não conseguiriam se adaptar ao novo modelo. Para os empresários que já operam em formatos mais flexíveis, a experiência prática mostra justamente o oposto.
Sócio-diretor da ECAR Fleet Gerenciamento de Frotas, Eduardo Bortotti Fagundes afirma que sua empresa nasceu em um modelo diferente da escala 6x1 e que os resultados são positivos. “Acreditamos muito no modelo 5x2 e também em maior flexibilidade de jornada para dar condição aos nossos colaboradores não só o descanso, mas também a possibilidade de jornadas híbridas ou em home-office, permitindo melhor aproveitamento do tempo e garantindo qualidade de vida”, destaca. Segundo ele, o fim da escala 6x1 não representa ameaça econômica para empresas que apostam em produtividade e bem-estar. “Funcionário descansado e podendo ter tempo para suas coisas pessoais retribui isso em maior produtividade e compromisso nas entregas”, ressalta Fagundes.
Veridiana Noda Bechara, proprietária da La Pet Cuisine, defende jornadas mais equilibradas como uma questão de qualidade de vida e valorização humana. “Acredito que todos os trabalhadores merecem uma vida de qualidade, incluindo no mínimo dois dias de descanso”, afirma. Já a advogada Elisabeth Stahl Ribeiro, sócia da Elisabeth Stahl Ribeiro Advocacia, também decidiu apoiar a campanha por acreditar que o trabalho não pode ocupar todo o espaço da vida das pessoas. “Mais tempo para descansar, ficar com a família e cuidar da vida pessoal é essencial. Minha secretária tem filhos e entendo que mães precisam estar com seus filhos. O trabalho é uma necessidade, mas existem outras necessidades importantes que também precisam ser consideradas”, explica.
Segundo Elisabeth, a adaptação a jornadas mais equilibradas é possível e pode trazer benefícios para empresas e trabalhadores. O escritório deixou de funcionar aos sábados em 2023 e, para ela, a mudança melhorou a dinâmica da equipe. “Nos adequamos aos dias da semana para deixar tudo certo e isso dá uma energia diferente, sabendo que teremos dois dias para descansar. Na segunda-feira chegamos com mais ânimo”, relata.
No setor de comércio, Ana Clara Guedes, sócia da Brava Doceria, afirma que jornadas mais equilibradas são fundamentais para transformar a cultura de trabalho no país. Ex-trabalhadora da escala 6x1, ela diz conhecer de perto os impactos do modelo. “A escala 6x1 é uma herança da cultura escravocrata que existe nesse país. Já trabalhei anos nesse formato e senti na pele o impacto disso”, comenta. A empresária conta que sua empresa nasceu operando em modelo 5x2, mesmo sendo uma microempresa independente. “Se eu consigo, os grandes também conseguem”, ressalta.
Segundo Ana Clara, o descanso e a qualidade de vida dos trabalhadores impactam diretamente os resultados do negócio. “As pessoas abraçam a marca e vendem mais e melhor. Aqui não existe a reclamação de falta de comprometimento”, afirma. Para ela, o fim da escala 6x1 ajuda a reduzir a rotatividade, atrair profissionais para o setor e combater a romantização da exaustão na gastronomia. “Devolve dignidade às pessoas, faz com que sejam mais felizes, saudáveis e comprometidas. No fim, traz mais vida para os trabalhadores e mais faturamento para os donos dos negócios”, conclui.
A empresária Isabela Raposeiras, fundadora do Coffee Lab, está entre os apoiadores da campanha. “Eu sou uma empresária há 22 anos, faço escala 5x2 desde o começo, abro todos os dias”, diz. “Eu não sou a única empresa que se beneficiou financeiramente com a adoção da escala 5x2, como a gente sempre foi. A gente precisa inspirar mais empresas a fazerem esse movimento e não terem tanto medo”, comenta a empresária.
No setor de Recursos Humanos, a percepção é semelhante. Denise Faro, empreendedora da Mappa RH, relata que acompanha o debate sobre jornadas de trabalho há mais de duas décadas. “Durante toda minha jornada questionei salário, benefícios, melhores condições de trabalho e principalmente tempo de descanso. Fico muito feliz que, depois de todo esse tempo, estamos caminhando para o fim dessa escala que sacrifica tanto as pessoas”, afirma. Para Denise, a mudança pode inclusive gerar novas oportunidades para empresas e profissionais de RH. “O fim da escala 6x1 pode aumentar contratações, ampliar investimentos em eficiência operacional e fortalecer o foco em saúde mental e bem-estar dos trabalhadores”, explica.
Já no mercado de seguros, Jonathan Barbacovi, da J&G Corretora, acredita que muitos setores já estão preparados para abandonar o modelo 6x1. “Não existe impacto econômico negativo. Não adianta incluir um dia extra se a pessoa vai ficar se enrolando para matar tempo”, afirma. Segundo ele, o próprio setor já opera de maneira adaptada. “O segmento de seguros anda junto com o setor bancário. Existem plantonistas para emergências, mas o comercial não precisa estar ativo o tempo todo”, avalia.
Os depoimentos integram a mobilização da campanha “O Brasil Quer Mais Tempo”, que vem reunindo empresários favoráveis ao fim da escala 6x1 por meio da plataforma brasilquermaistempo.com.br/empresas. A iniciativa busca ampliar a participação do setor produtivo no debate público e mostrar que jornadas mais humanas podem conviver com crescimento econômico, eficiência e competitividade.
A campanha defende que o debate sobre a escala 6x1 vai além da jornada de trabalho e envolve temas como saúde mental, convivência familiar, produtividade sustentável e qualidade de vida. Para os organizadores, o apoio crescente de empresários reforça que a mudança já é vista por parte do mercado como um caminho viável e alinhado às novas relações de trabalho.
Para mais informações sobre como fazer parte da mobilização, acesse o site da campanha “O Brasil Quer Mais Tempo”: www.brasilquermaistempo.com.br.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): SANDRA DE OLIVEIRA SOLDA
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