Fundação CASA lança e-book com textos de adolescentes que reavaliam suas vivências por meio da literatura
De realização do Observatório do Livro e da Leitura, publicação reúne produções escritas e ilustradas por 441 jovens em medidas socioeducativas de 28 clubes de leitura em 17 cidades do Estado de São Paulo
Marcelo Machado / Fundação CASA
Com histórias de superação, sonhos, saudades e reflexões sobre o futuro, a Fundação CASA, vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania, em parceria com o Observatório do Livro e da Leitura, lançou o 2º e-book “Nossas Palavras”, uma coletânea de textos e ilustrações produzidos por adolescentes participantes do projeto Clube de Leitura 2.0 – 3ª edição. As produções foram elaboradas a partir dos encontros semanais de leitura e mediação literária promovidos pelo projeto, que utiliza a biblioterapia como ferramenta de escuta, reflexão e expressão. A publicação reúne poemas, crônicas, memórias, cartas e reflexões que tratam de temas como saudade da família, violência contra a mulher, racismo, liberdade, sonhos, recomeço e projeto de vida. “Ao longo de mais de duas décadas na Fundação CASA, tenho visto de perto o impacto das ações educativas e culturais no cotidiano dos nossos centros. Essas iniciativas pedagógicas com os adolescentes demonstram que o espaço socioeducativo também pode ser espaço de encontro com a arte, com a palavra e com novas referências de futuro”, destaca Oswaldo Caetano Junior, presidente interino da Fundação CASA. Nesta edição, o projeto atendeu 441 jovens com idades entre 12 e 17 anos, em 28 clubes de leitura distribuídos por 17 cidades do Estado de São Paulo. Participaram adolescentes dos CASAs Araraquara, Atibaia, Bela Vista (São Paulo), Cerqueira César, Chiquinha Gonzaga (São Paulo), Esperança (Itapetininga), Guarujá, Irapuru, Itaquera (São Paulo), Jacareí, Juquiá (São Paulo), Laranjeiras (Mogi Mirim), Maestro Carlos Gomes (Campinas), Manacá da Serra (Franco da Rocha), Marília, Nova Vida (São Paulo), Osasco II, Ouro Preto (São Paulo), Ribeirão Preto, Rio Paraná (São Paulo), Rio Dourado (Lins), Rio Pardo I e Rio Pardo II (Ribeirão Preto), Semiliberdade de Ribeirão Preto e Vitória Régia (Lins). Com textos marcados por sensibilidade e autenticidade, os jovens abordam temas ligados às próprias trajetórias, aos vínculos familiares, ao desejo de mudança e à construção de um futuro diferente. As produções também revelam o fortalecimento da criatividade, do senso crítico e da autonomia por meio da leitura e da escrita. Um dos adolescentes participantes resume assim a transformação vivida no projeto: “Quando eu cheguei na Fundação CASA, eu só pensava em sair logo e voltar pra rua. No começo eu não ligava para as atividades, achava que nada disso ia mudar minha vida. Mas, nos encontros de leitura, eu comecei a ver histórias parecidas com a minha e percebi que eu também podia ter um final diferente. A cada livro que a gente lia e a cada texto que eu escrevia, fui entendendo melhor meus erros, minha família e o valor da minha liberdade. Hoje eu sei que estudar, trabalhar e cuidar de quem eu amo é o único caminho que vale a pena. Aqui eu descobri que ainda dá tempo de recomeçar”, relata. Outro jovem, em cumprimento de medida socioeducativa, reforça a mudança de perspectiva: “Antes eu não dava valor para nada, nem para a escola, nem para a minha família. Na Fundação CASA, eu comecei a pensar diferente. A cada história que a gente lê, eu vejo que posso escolher outro caminho. Hoje eu entendo que minha liberdade não tem preço e que o melhor que eu posso fazer é estudar, trabalhar e dar orgulho pra minha mãe”. Para o presidente do Observatório do Livro e da Leitura e ex-presidente da Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, as histórias contadas pelos adolescentes provam a potência da experiência literária no contexto socioeducativo. “Incorporar a prática da leitura no dia a dia tem uma capacidade extraordinária de incluir esses jovens no mundo do conhecimento, da cultura e da cidadania. Representa possibilidades e perspectivas para um futuro melhor”, reforça.
Confira aqui a 1ª edição do ebook, lançada em 2025, e aqui a 2ª edição, lançada neste ano.
Sobre o Clube de Leitura 2.0 O Clube de Leitura 2.0 tem como objetivo formar leitores plenos entre adolescentes, promovendo o gosto pela leitura, a ampliação do repertório cultural, o desenvolvimento da autonomia crítica e cidadã e o protagonismo social. Os encontros semanais, mediados por profissionais capacitados pelo Observatório do Livro e da Leitura, utilizam a biblioterapia como ferramenta de escuta, reflexão e expressão. A partir das leituras e discussões, os jovens compartilham vivências, constroem novos olhares sobre si e sobre o mundo e se fortalecem para escrever outras histórias.
Sobre a Fundação CASA A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA), vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social.
Confira aqui a 1ª edição do ebook, lançada em 2025, e aqui a 2ª edição, lançada neste ano.
Sobre o Clube de Leitura 2.0 O Clube de Leitura 2.0 tem como objetivo formar leitores plenos entre adolescentes, promovendo o gosto pela leitura, a ampliação do repertório cultural, o desenvolvimento da autonomia crítica e cidadã e o protagonismo social. Os encontros semanais, mediados por profissionais capacitados pelo Observatório do Livro e da Leitura, utilizam a biblioterapia como ferramenta de escuta, reflexão e expressão. A partir das leituras e discussões, os jovens compartilham vivências, constroem novos olhares sobre si e sobre o mundo e se fortalecem para escrever outras histórias.
Sobre a Fundação CASA A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA), vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, aplica medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE). Atendendo jovens de 12 a 21 anos incompletos em São Paulo, a Fundação executa medidas de privação de liberdade e semiliberdade determinadas pelo Poder Judiciário, garantindo os direitos previstos em lei, pautando-se na humanização, e contribuindo para o retorno do adolescente ao convívio social.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): IGOR NAVARRO RIOS JORDÃO
igor.rios14@hotmail.com