Copom reduz Selic para 14,5% ao ano
Com corte de 0,25 ponto percentual, taxa básica de juros segue em patamar elevado; para o Economista Sincero, cenário exige cautela do cidadão comum, mas abre janelas para marcação a mercado
Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou as expectativas do mercado nesta quarta-feira (29) e anunciou a redução da taxa Selic de 14,75% para 14,5% ao ano. Apesar da queda de 0,25 ponto percentual, o movimento é visto com ceticismo por especialistas que apontam o impacto severo da manutenção de juros altos na economia real.
Para Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o atual nível da taxa básica ainda é asfixiante. "14,5% ainda é um juro, na minha opinião, absurdo. A conta não fecha. O juro alto vai corroendo a economia e, mesmo que você derrube a taxa, não vai demorar semanas para pegar o impacto. São meses ou anos", avalia o economista.
Cenário interno e pressão global
A decisão ocorre em uma Super Quarta, dia em que tanto o Banco Central brasileiro quanto o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos definem suas taxas. O Fed manteve a taxa básica de juros do país na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano, adotando uma postura alinhada ao que era esperado pelo mercado. Mendlowicz ressalta que o cenário externo, marcado pela resiliência da inflação americana e a alta do petróleo, limita o espaço para cortes mais agressivos no Brasil.
No plano doméstico, o economista demonstra preocupação com o endividamento das famílias e com a situação crítica do agronegócio. "As pessoas estão começando o mês já com seu salário comprometido. O bolso é o principal ‘órgão’ do corpo: quando a pessoa sente que está sem dinheiro e endividada, o efeito é devastador", afirma.
Tesouro Direto e perspectivas para os FIIs e Ibovespa
Se por um lado o cenário é preocupante para o consumo, por outro, o investidor encontra um terreno fértil na renda fixa. Charles destaca que os títulos do Tesouro IPCA+ representam uma oportunidade histórica que pode não se repetir no curto prazo. "O cidadão comum está preocupado, mas o investidor está feliz da vida. Como investidor, você ganha dinheiro, mas o juro em 14,5% ainda é prejudicial para o país", pondera Mendlowicz.
Apesar da Selic elevada, o economista observa que os Fundos Imobiliários (FIIs) seguem avançando, antecipando o ciclo de quedas futuras. Quanto ao Ibovespa, Charles mantém uma postura de cautela, citando que o índice está "levemente esticado", mas reforça que a queda gradual dos juros tende a beneficiar ativos de risco e mercados emergentes no longo prazo.
"É como se o governo estivesse segurando o trem na estação. O juro alto segura os ativos, mas abre tempo para o investidor entrar antes da próxima grande alta", conclui o fundador do canal Economista Sincero.
Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller "18 princípios para você evoluir". Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.
Para Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o atual nível da taxa básica ainda é asfixiante. "14,5% ainda é um juro, na minha opinião, absurdo. A conta não fecha. O juro alto vai corroendo a economia e, mesmo que você derrube a taxa, não vai demorar semanas para pegar o impacto. São meses ou anos", avalia o economista.
Cenário interno e pressão global
A decisão ocorre em uma Super Quarta, dia em que tanto o Banco Central brasileiro quanto o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos definem suas taxas. O Fed manteve a taxa básica de juros do país na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano, adotando uma postura alinhada ao que era esperado pelo mercado. Mendlowicz ressalta que o cenário externo, marcado pela resiliência da inflação americana e a alta do petróleo, limita o espaço para cortes mais agressivos no Brasil.
No plano doméstico, o economista demonstra preocupação com o endividamento das famílias e com a situação crítica do agronegócio. "As pessoas estão começando o mês já com seu salário comprometido. O bolso é o principal ‘órgão’ do corpo: quando a pessoa sente que está sem dinheiro e endividada, o efeito é devastador", afirma.
Tesouro Direto e perspectivas para os FIIs e Ibovespa
Se por um lado o cenário é preocupante para o consumo, por outro, o investidor encontra um terreno fértil na renda fixa. Charles destaca que os títulos do Tesouro IPCA+ representam uma oportunidade histórica que pode não se repetir no curto prazo. "O cidadão comum está preocupado, mas o investidor está feliz da vida. Como investidor, você ganha dinheiro, mas o juro em 14,5% ainda é prejudicial para o país", pondera Mendlowicz.
Apesar da Selic elevada, o economista observa que os Fundos Imobiliários (FIIs) seguem avançando, antecipando o ciclo de quedas futuras. Quanto ao Ibovespa, Charles mantém uma postura de cautela, citando que o índice está "levemente esticado", mas reforça que a queda gradual dos juros tende a beneficiar ativos de risco e mercados emergentes no longo prazo.
"É como se o governo estivesse segurando o trem na estação. O juro alto segura os ativos, mas abre tempo para o investidor entrar antes da próxima grande alta", conclui o fundador do canal Economista Sincero.
Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller "18 princípios para você evoluir". Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.
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