Algumas pessoas não passam. Elas marcam o caminho.

Uma homenagem a Gustavo Ceccarelli

Por TEAM VGCOM - SP
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VGCOM - acervo pessoal Gustavo Ceccarelli

Tem partidas que a gente não entende. E talvez nem precise entender. Ontem, a vida levou alguém que não era só presença — era intensidade. Daquelas pessoas que ocupam espaço não pelo volume, mas pela verdade com que vivem. Gustavo não era sobre meio termo. Era sobre viver por inteiro. E talvez seja por isso que doa tanto. Porque quando alguém assim parte, não leva só a própria história — leva junto uma forma de enxergar a vida. Eu poderia contar aqui inúmeros momentos. Histórias, risadas, conversas, situações que traduzem quem ele foi. Mas não vou. Porque não caberiam em um texto. Porque não seriam suficientes. E porque quem teve o privilégio de conviver com ele sabe exatamente do que estou falando — sem que nada precise ser explicado. Ele fazia o que amava. E fazia com coragem. A moto, para muitos, é só um meio de transporte. Para outros, é liberdade. Para ele, era parte de quem ele era. Não cabe romantizar a dor de uma perda. Mas também não dá para ignorar a coerência de uma vida vivida sem concessões. Gustavo escolheu viver com intensidade. E isso não é pouco. Fica o silêncio que agora ocupa espaços que antes eram dele. Fica a ausência que, na verdade, revela presença — em tudo que ele construiu, em tudo que ele deixou nas pessoas. E fica, principalmente, um lembrete duro — e necessário: A vida não avisa. Mas ela sempre revela. Revela quem a gente é. E como a gente escolhe viver. A história não termina aqui. A história da família Ceccarelli continua. Segue nas memórias, nos valores, nos vínculos que não se rompem com a ausência física. Porque algumas pessoas não passam. Elas marcam o caminho.
 

Vanessa Giannellini 


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FONTE: TEAM VGCOM - SP