Hotel da Grande Florianópolis reposiciona operação e divide foco entre diárias e eventos
No Faial Prime Suites, em Florianópolis, encontros corporativos e sociais ganham protagonismo na rotina e refletem uma tendência da hotelaria
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A taxa de ocupação dos quartos deixou de ser o único indicador relevante para a hotelaria. Com o avanço do turismo corporativo e de eventos — que movimentou R$ 13,7 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) — hotéis passaram a reorganizar sua operação para além da hospedagem.
Nesse cenário, cresce a demanda por empreendimentos capazes de oferecer mais do que diárias. Estrutura flexível, serviços integrados e capacidade de adaptação passaram a pesar na escolha de empresas e organizadores.
Em Florianópolis, o Faial Prime Suites acompanha esse movimento. Tradicionalmente voltado à hospedagem, o hotel passou a operar com eventos corporativos e sociais ocupando um espaço equivalente ao das diárias na rotina do negócio.
“A hospedagem continua sendo essencial, mas os eventos passaram a ter um papel tão importante quanto na operação. Eles ajudam a dar mais regularidade ao hotel”, afirma o diretor Adriano Palma.
Eventos entram onde a ocupação não chegaNa prática, os eventos ajudam a reorganizar o fluxo do hotel. Enquanto a ocupação de quartos se concentra em períodos específicos, encontros corporativos e sociais ocupam datas intermediárias e mantêm a estrutura em funcionamento ao longo da semana.
Reuniões, treinamentos e confraternizações passaram a fazer parte da agenda de forma contínua, reduzindo a dependência dos picos tradicionais do turismo.
Uso mais amplo da estruturaA mudança também aparece no uso dos espaços. Ambientes que antes tinham função complementar passaram a ser utilizados de forma recorrente, tanto para eventos corporativos quanto sociais.
A possibilidade de integrar hospedagem e encontros no mesmo local facilita a realização de eventos com participantes de fora da cidade e amplia o tempo de permanência no hotel.
Reinvenção ao longo do tempoA diversificação da operação faz parte de um processo iniciado ainda no fim dos anos 1990, quando o hotel enfrentava dificuldades financeiras e passou por uma mudança de gestão.
“A gente entendeu que precisava ir além da hospedagem e acompanhar o que o mercado buscava. Hoje, o hotel funciona de forma mais equilibrada, com diferentes frentes acontecendo ao mesmo tempo”, diz Palma.
Tendência no setorO modelo observado no empreendimento reflete uma mudança mais ampla na hotelaria, especialmente em regiões com forte presença corporativa. Sem deixar de lado a hospedagem, hotéis passam a incorporar outras frentes como parte da operação.
Com isso, a atividade deixa de depender exclusivamente da ocupação dos quartos e passa a se sustentar de forma mais distribuída ao longo do ano.
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