Tensão global e risco de conflito: Economista Sincero alerta para ‘efeito dominó’ na economia mundial
Para Charles Mendlowicz, o enfraquecimento de regimes e a divisão geopolítica criam um cenário de incerteza que impacta desde o preço das commodities até o crescimento do PIB brasileiro
Charles Mendlowicz | Crédito Alexandre Olivares
O cenário geopolítico global atingiu um ponto de inflexão que levanta uma questão preocupante: a escalada das tensões atuais pode desencadear uma nova guerra mundial? Para Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o mundo atravessa um momento de profunda divisão e instabilidade, caracterizado por mudanças bruscas em regimes políticos e pressões econômicas que redesenham as rotas de investimento global.
A análise de Mendlowicz parte de eventos recentes, como a queda e prisão de Nicolás Maduro na Venezuela, que ele vê como o início de um possível ‘efeito dominó’ sobre outros regimes, citando Irã e Cuba como potenciais próximos alvos.
Segundo o economista, esse enfraquecimento de eixos autoritários está diretamente ligado ao que ele descreve como um enfraquecimento da influência da China no xadrez global. "A situação é preocupante, muito preocupante", alerta Mendlowicz, destacando que essa tensão global gera uma busca por ativos de proteção.
Commodities e ativos de segurança como termômetros
O reflexo imediato dessa instabilidade é sentido nos preços das commodities e em ativos considerados portos seguros. Mendlowicz observa que o ouro alcançou o patamar de US$ 4,5 mil impulsionado, justamente, pelas crises geopolíticas. Da mesma forma, o petróleo voltou a operar brevemente acima dos US$ 60 o barril quando o governo Trump começou a confiscar petróleo de navios venezuelanos, reagindo às tensões internacionais.
No mercado de criptoativos, embora o Bitcoin tenha apresentado movimentos laterais recentemente, o economista destaca o recorde de transações com Stablecoins, que atingiram a marca de US$ 33 trilhões, sinalizando uma mudança no formato das transações internacionais em tempos de incerteza.
Desafio é duplo no Brasil
Mendlowicz acredita que para a economia brasileira, o desafio é duplo: lidar com a dependência externa e buscar dinamismo interno. “O Brasil não pode depender exclusivamente da China como parceiro comercial. Vejo o recente acordo entre Mercosul e União Europeia como um passo histórico de 26 anos para diversificar os mercados exportadores”, analisa o Economista Sincero.
Na visão de Charles, o cenário exige cautela no plano interno. “Apesar de a inflação ter ficado abaixo do teto da meta pela primeira vez desde 2023, as projeções de crescimento para o PIB brasileiro em 2026 são modestas, em torno de 2%, abaixo da média global. A manutenção de juros elevados destrói a economia e limita o dinamismo econômico necessário para o país decolar”, alerta o economista.
Charles Mendlowicz sugere que o Brasil é uma peça estratégica no que ele chama de mundo livre, especialmente em um ano eleitoral que pode definir o alinhamento do país frente às potências globais. “Em um mundo dividido e sob risco de escalada bélica, a capacidade de manter o equilíbrio fiscal e diversificar parcerias comerciais será determinante para que o país não seja apenas mais uma peça derrubada no tabuleiro global”, conclui.
Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller "18 princípios para você evoluir". Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.
A análise de Mendlowicz parte de eventos recentes, como a queda e prisão de Nicolás Maduro na Venezuela, que ele vê como o início de um possível ‘efeito dominó’ sobre outros regimes, citando Irã e Cuba como potenciais próximos alvos.
Segundo o economista, esse enfraquecimento de eixos autoritários está diretamente ligado ao que ele descreve como um enfraquecimento da influência da China no xadrez global. "A situação é preocupante, muito preocupante", alerta Mendlowicz, destacando que essa tensão global gera uma busca por ativos de proteção.
Commodities e ativos de segurança como termômetros
O reflexo imediato dessa instabilidade é sentido nos preços das commodities e em ativos considerados portos seguros. Mendlowicz observa que o ouro alcançou o patamar de US$ 4,5 mil impulsionado, justamente, pelas crises geopolíticas. Da mesma forma, o petróleo voltou a operar brevemente acima dos US$ 60 o barril quando o governo Trump começou a confiscar petróleo de navios venezuelanos, reagindo às tensões internacionais.
No mercado de criptoativos, embora o Bitcoin tenha apresentado movimentos laterais recentemente, o economista destaca o recorde de transações com Stablecoins, que atingiram a marca de US$ 33 trilhões, sinalizando uma mudança no formato das transações internacionais em tempos de incerteza.
Desafio é duplo no Brasil
Mendlowicz acredita que para a economia brasileira, o desafio é duplo: lidar com a dependência externa e buscar dinamismo interno. “O Brasil não pode depender exclusivamente da China como parceiro comercial. Vejo o recente acordo entre Mercosul e União Europeia como um passo histórico de 26 anos para diversificar os mercados exportadores”, analisa o Economista Sincero.
Na visão de Charles, o cenário exige cautela no plano interno. “Apesar de a inflação ter ficado abaixo do teto da meta pela primeira vez desde 2023, as projeções de crescimento para o PIB brasileiro em 2026 são modestas, em torno de 2%, abaixo da média global. A manutenção de juros elevados destrói a economia e limita o dinamismo econômico necessário para o país decolar”, alerta o economista.
Charles Mendlowicz sugere que o Brasil é uma peça estratégica no que ele chama de mundo livre, especialmente em um ano eleitoral que pode definir o alinhamento do país frente às potências globais. “Em um mundo dividido e sob risco de escalada bélica, a capacidade de manter o equilíbrio fiscal e diversificar parcerias comerciais será determinante para que o país não seja apenas mais uma peça derrubada no tabuleiro global”, conclui.
Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller "18 princípios para você evoluir". Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): GRAYCE MARI RODRIGUES
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