Meta anuncia novo modelo de cobrança que deve encarecer anúncios em 2026

Érika Manske, mentora referência em high ticket, orienta foco em produtos de alta margem para preservar a lucratividade. Entenda a relação.

Por ANDRé LOBO
6 Min

Na imagem Erika Manske, imagem disponibilizada para fins jornalísticos

A partir de 2026, anunciantes brasileiros começarão a perceber mudanças importantes nas faturas de anúncios da Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. Como adiantado por veículos especializados como Tecnoblog e Adnews, a plataforma passará a repassar de forma explícita os impostos que incidem sobre serviços de publicidade, como PIS, Cofins e ISS, que até então ficavam embutidos no valor total.

Embora a Meta não tenha divulgado qual será o impacto exato no bolso do anunciante, especialistas estimam uma elevação próxima da soma desses tributos, algo em torno de 12%. Esse percentual considera a alíquota de PIS e Cofins, que juntas representam 9,25 por cento, e a variação do ISS, que pode ficar entre 2 e 5 por cento dependendo da cidade.

Em outras palavras, os impostos não são novos, mas eram cobrados de forma menos visível. Agora, as faturas mostrarão dois valores: o preço do anúncio e os tributos somados ao final. Isso faz com que o cliente veja e pague o valor completo, que tende a ficar mais alto.
Margens apertadas serão as mais afetadas Segundo Érika Manske, mentora referência em high ticket e especialista em negócios digitais sustentáveis, quem trabalha com margens muito baixas deve sentir o impacto com mais força. “O custo do anúncio aumenta, e o custo de aquisição de cliente (CAC) sobe junto. O negócio precisa ter margem para absorver variações. Quem não estiver estruturado para isso vai sentir mais em 2026”, afirma. Empreendedores que vendem apenas produtos de baixo valor ficam ainda mais vulneráveis, pois dependem de volume alto para manter o caixa positivo. Com os custos de mídia em alta, qualquer oscilação nos indicadores financeiros pode comprometer a lucratividade. Dados do Sebrae mostram que micro e pequenas empresas usam massivamente as redes sociais como canal de venda, o que reforça a relevância econômica dessas plataformas para esse público. Embora não exista uma métrica oficial sobre dependência direta dos anúncios, especialistas apontam que o aumento dos custos deve tornar o cenário mais desafiador.
Produtos de alta margem ganham força em 2026 Criadora do Método Esteira Invertida, Érika acredita que 2026 deve marcar uma mudança de postura entre empreendedores iniciantes. Ela explica que esse perfil tende a migrar para modelos com produtos de maior margem como porta de entrada no digital. “Começar com um produto de margem alta dá caixa, previsibilidade e espaço para errar. Não é preciso vender para cem pessoas; basta vender bem para um grupo menor. Isso reduz a dependência do tráfego pago”, explica. Entre as vantagens dessa estratégia, ela destaca maior capacidade de absorver custos de anúncios em alta, redução da pressão por volume de vendas, possibilidade de testar campanhas com verbas menores e construção mais rápida de autoridade e posicionamento. Relatórios recentes de HubSpot e Gartner mostram um aumento global do custo de aquisição de clientes. Essa tendência favorece modelos de negócio capazes de operar com margens mais robustas.
Como os empreendedores podem se preparar para 2026
Para Érika, quem deseja anunciar de forma sustentável deve considerar três pilares antes de ampliar investimentos.
  1. Produtos de alta margem e entrega premium
    Negócios com margens sólidas absorvem melhor flutuações no custo do anúncio e crescem com mais consistência.
  2. Reserva financeira exclusiva para testes
    Campanhas precisam de experimentação. Sem verba dedicada a essa fase, muitos empreendedores interrompem anúncios antes de obter dados confiáveis.
  3. Domínio das principais métricas
    Érika reforça que todo empreendedor precisa entender CAC, LTV (valor do cliente ao longo do tempo), ticket médio, margem de contribuição e ponto de equilíbrio.

“O tráfego pago não é o vilão. O problema é investir sem entender a estrutura financeira e estratégica do próprio negócio. O mercado está mais exigente e vai diferenciar quem trata o digital como empresa de quem trata como aposta”, afirma.
Digital mais profissional em 2026 Relatórios de consultorias como Deloitte, Accenture e McKinsey indicam um avanço global em maturidade digital, com operações mais estruturadas, processos mais técnicos e menor tolerância a improvisos. Pesquisas do IBGE também mostram aumento no número de trabalhadores autônomos e empreendedores que utilizam ferramentas digitais como apoio às vendas. A principal base de dados do instituto, a PNAD, que é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, não mede especificamente o uso de redes sociais como canal de vendas, mas confirma a expansão do trabalho apoiado por tecnologia. Para Érika, a mudança da Meta é mais um reflexo dessa profissionalização. “O digital não diminui em 2026. Ele amadurece. E quem amadurecer junto vai crescer”, conclui.
Sobre Érika Manske Érika Manske é mentora referência em high ticket e especialista em negócios digitais sustentáveis. Criadora do Método Esteira Invertida, ensina mulheres acima de 35 anos a estruturarem negócios digitais lucrativos com estratégia, margem e propósito. Empresária há quase vinte anos, investiu cerca de quinhentos mil reais em formações no Brasil e no exterior. Seu trabalho se destaca por ajudar mulheres de 35 a 55 anos a conquistarem estabilidade, liberdade e realização profissional.
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