Estudo revela logística como principal gargalo do e-commerce brasileiro
Levantamento da nstech e Frete Rápido mapeia fretes, integrações e rastreabilidade e indica prioridades de modernização para 2025
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O estudo Panorama da Gestão Logística no E-commerce Brasileiro, conduzido pela nstech em parceria com a Frete Rápido e divulgado pelo E-Commerce Brasil indica que a logística permanece como um dos principais entraves para a eficiência das operações digitais no país.
Entre os desafios mais recorrentes mapeados pelo levantamento estão a gestão de tabelas e cálculo de fretes, a prospecção e integração de transportadoras, além de comprovação de entrega, auditoria e rastreabilidade. O relatório destaca que esses pontos críticos impactam diretamente a experiência do consumidor e a competitividade das marcas.
"Os dados apontam para uma fase de reorganização logística no e-commerce, com exigência crescente de confiabilidade, rastreabilidade e prazos competitivos. Operações que combinam múltiplas transportadoras, adotam TMS e alinham SLAs à demanda tendem a reduzir rupturas e melhorar o checkout", afirmou Beatriz Cabral, sócia proprietária da Beon Transportes. Uma das principais transportadoras para e-commerce de São Paulo.
A dependência de serviços terceirizados segue elevada, com a maioria das operações utilizando transportadoras externas ou modelos híbridos. Esse arranjo exige padronização de processos, integração tecnológica e monitoramento contínuo de desempenho para garantir níveis de serviço. A busca por uma transportadora para e-commerce tem crescido entre varejistas que buscam capilaridade e especialização regional.
Na gestão de fretes, o relatório indica a coexistência de métodos manuais e soluções tecnológicas como Gateway e TMS, com parte relevante das empresas em transição para modelos híbridos. O custo do frete permanece um fator sensível para a conversão, influenciando abandono de carrinho e competitividade de preços no checkout.
O mapeamento também destaca prioridades de modernização para o próximo ciclo, incluindo adoção ou troca de sistemas de gestão logística, expansão para marketplaces, implementação de modelos multiorigem e dark stores, além de maior uso de ship from store. As iniciativas buscam ampliar a capilaridade, reduzir prazos e equilibrar custos operacionais.
Para 2025 e 2026, as perspectivas de crescimento do comércio eletrônico indicam um ambiente de demanda em ascensão, o que exigirá maior integração entre sistemas, redes logísticas mais flexíveis e gestão baseada em indicadores. A maturidade operacional tende a diferenciar as operações com melhor nível de serviço e previsibilidade.
Como desdobramento, itens como comprovação de entrega, auditoria, rastreabilidade e precificação de frete ganham prioridade nas agendas. Para aprofundar práticas e referências sobre logística para e-commerce, especialistas recomendam a adoção de plataformas de gestão, ampliação de parceiros e padronização operacional ao longo da cadeia.
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