Grande marca leiloeira do Brasil tem 3 gerações de profissionais em atividade

Por FRANK ROGÉRIO (11) 99991-9246
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Divulgação Frank Rogério


Uma das principais marcas leiloeiras do mercado nacional acaba de reunir a sua terceira geração em atividade. A Organização Nogari Leilões tem hoje, em sua direção, os leiloeiros Luiz Carlos Dale Nogari dos Santos, com quase 60 anos de profissão, sendo o mais antigo em atividade no Brasil, seu filho Jorge Ferlin Dale Nogari, que atua há 31 anos, e, recentemente, o neto Artur Nogari que, em breve, completa seu primeiro ano de licença.
De acordo com a Associação Nacional dos Leiloeiros e do Sindicato dos Leiloeiros do Brasil, o nome de Luiz Carlos Dale Nogari dos Santos é um verdadeiro patrimônio do mercado no país. Inscrito pela junta comercial em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, onde atua há 57 anos, ele é reconhecido como o profissional mais antigo em atividade de leilões no Brasil. Em 1968, após uma extensa trajetória em outras atividades empreendedoras, já a partir dos sete anos de vida, ele foi habilitado como leiloeiro rural, e começou a bater o martelo.  Hoje o filho Jorge Nogari tem matrículas e dirige os escritórios nos Estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, além da licença no estado natal gaúcho.
Sua história de vida traz informações que nos permitiria ouvir histórias e relatos da vida profissional por dias seguidos, sem parar.  Recentemente, produziu uma extensa biografia de sua vida pessoal e empreendedora, historiando desafios e vivências incríveis, traçando um paralelo com os fatos políticos e econômicos do país durante 80 décadas. A obra “Leiloeiro de Sonhos”, publicado pela Editora Méritos, é um verdadeiro atestado histórico, um compêndio de sucessos e reformulação de caminhos, desfilando exemplos motivacionais marcantes e de perseverança, com enfoque no estímulo à juventude.
Com quase 92 anos de idade, o “Seu Luiz”, como é naturalmente tratado por todos, viveu praticamente todos os processos de transformação do mercado leiloeiro no Brasil, e fala com saudosismo dos leilões presenciais. Em sua opinião “os leilões eletrônicos chamados de on line agilizaram imensamente nossas operações, sem dúvida alguma, mas é inegável que os leilões presenciais de antigamente eram muito ricos em emoção e dinâmica nas disputas de lances”, diz ele.
Convidados para apresentar workshop no 4º Congresso Brasileiro de Direito Imobiliário, Notarial e Registral, promovido pelas Faculdades Integradas do Vale do Itajaí – UNIVALE, em setembro último, as três gerações ministraram ao interessado e extenso quórum de participantes, advogados, incorporadores e arrematantes de leilões, o tema leilões como canal de excelentes negócios e mediação, exaltando o instituto como meio de resolução de conflitos. Por especial solicitação da UNIVALI, os Nogari estão elaborando curso especial para os acadêmicos da faculdade de Direito daquela universidade.
Para o Sr. Luiz Nogari, os leilões presenciais exigiam do leiloeiro um posicionamento muito mais atencioso pelo desempenho emocional que traziam. “Era preciso que o leiloeiro tivesse noções de psicologia de massa. Nos leilões presenciais nós fazíamos uma leitura facial do cliente, tínhamos uma correspondência visual imediata, prestávamos atenção no olho de quem dava cada lance, enxergávamos a emoção dos participantes”, comenta o veterano.
Mesmo assim, o veterano destaca pontos positivos do atual processo, especialmente no fato de o leilão on line começar dias antes da própria data do leilão. O que é a mesma opinião do filho Jorge Nogari.
Defesa do conhecimento
Um ponto que as 3 gerações concordam é que o mercado brasileiro dos leilões tem espaço para amadurecer. Em sua opinião, “enquanto no Brasil os leilões foram oficialmente regulamentados em 1932, na Europa esse mercado é milenar e muito aperfeiçoado”, mas ele dá a solução: definir no país um curso superior organizado para os profissionais leiloeiros.
Nogari defende que o preparo autodidata – já que não existe um curso de formação acadêmica para os profissionais – acaba exigindo do futuro leiloeiro um dom absoluto para a profissão. E na sua opinião isso não basta. “É preciso que o mercado tenha profissionais bem formados e, acima de tudo, bem informados. O leilão é um instrumento legal da justiça e da própria sociedade que exige de nós a máxima responsabilidade.
Sem dúvida alguma a confiança é o fio condutor do leiloeiro em qualquer mercado. “Nada mais coerente que esse profissional possa contar com uma formação acadêmica regular para a sua própria construção profissional”, defendeu ele durante o Congresso da UNIVALE. Nesse ponto Luiz Nogari tem plena razão. O leiloeiro exerce no mercado um trabalho de fé pública. As diretrizes do ministério da indústria e do comércio recomendam que o Brasil tenha pelo menos 1 leiloeiro para cada 200 mil habitantes.
Em toda a sua vida, o Sr. Luiz Nogari acredita que já tenha realizado pouco mais de 8.000 leilões.  

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