Ouro bate recorde histórico de US$ 4.300; Economista Sincero alerta sobre alta desde 2019

Em meio a incertezas globais e expectativa de corte de juros nos EUA, metal precioso confirma a visão de longo prazo do economista Charles Mendlowicz

Por PUBLISH IDEAS
4 Min

Crédito: Alexandre Olivares

O mercado financeiro testemunhou um marco histórico nesta semana: o ouro superou a marca de US$ 4.300 na última quinta-feira (16), atingindo um preço recorde, e acumula alta de cerca de 59% no ano de 2025. O movimento, impulsionado pela deterioração do sentimento de risco em Nova York, por tensões geopolíticas (como a guerra tarifária e o conflito Israel-Hamas) e pelas expectativas de cortes na taxa de juros do Federal Reserve (FED), confirma previsões feitas há anos por especialistas.
Charles Mendlowicz, o Economista Sincero, em outubro de 2019 já alertava sobre o potencial de forte valorização do ativo. Ele explica que o ouro é tradicionalmente visto como um porto seguro em cenários de crise, volatilidade e inflação alta, sendo procurado como reserva de valor e proteção patrimonial.
"O ouro é sinônimo de segurança. O grande capital, o multimilionário, em um momento de crise, não migra para o ouro buscando rentabilidade. Ele migra para o ouro buscando proteção. A correlação é perfeita: vimos em 2008 a bolsa despencar e o ouro subir. Quando o cenário de confusão acaba, esse capital sai do ouro e volta para a bolsa. É um ativo de ciclo de crise", detalha Mendlowicz.
Em uma análise sobre a recente quebra do recorde em outubro deste ano, o economista reitera que a alta do ouro é multifatorial: “Incertezas globais como a guerra tarifária, guerra Israel-Hamas, Rússia invadindo a Ucrânia e com possibilidade de invadir outros países são exemplos de fatores que levaram o ouro a patamares elevados. A política monetária americana, com possibilidade da redução da taxa de juros para 2,5% ou 3% também colabora para impulsionar o preço”.
O Economista Sincero conclui dizendo que há anos o cenário de incertezas estava se desenhando, e destaca a importância de ter o metal  na composição da carteira.
“Eu já venho falando sobre a tendência de alta do ouro há pelos menos seis anos. A convergência de crises geopolíticas com a flexibilização monetária que se anunciava levaram ao cenário atual. Isso só reforça a importância de, em momentos de crise, ter parte da carteira alocada em ouro. Hoje em dia, utilizo ETFs no exterior para investir em ouro, evitando os custos e a burocracia de ter ouro físico e tendo a praticidade de investir e liquidar de forma ágil, diretamente na bolsa”, finaliza  Charles Mendlowicz.
Sobre Charles Mendlowicz, o Economista Sincero
Charles Mendlowicz é um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, com 30 anos de experiência e um histórico de sucesso entre o mercado financeiro e o varejo. É sócio da Ticker Wealth, onde lidera a estratégia de expansão, e autor do best-seller "18 princípios para você evoluir". Sua abordagem direta e transparente o consagrou como um influenciador confiável, tendo sido eleito o melhor influenciador de investimentos pela ANBIMA por quatro vezes.  

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a): GRAYCE MARI RODRIGUES
grayce@publishideas.com.br